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Comunicação não violenta: workshop propõe relações mais respeitosas no ambiente de trabalho

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Por Rebeca Santos (rsaraujoeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação

Foto Divulgação
workshop Comunicação Não Violenta
Workshop sobre Comunicação Não Violenta no auditório da Casa do Cidadão.
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workshop Comunicação Não Violenta
Workshop sobre Comunicação Não Violenta no auditório da Casa do Cidadão.

A forma como nos comunicamos pode influenciar o ambiente. Às vezes, nossas palavras, atitudes e até mesmo nossas expressões faciais têm o poder de mudar completamente a forma como nos relacionamos com nossos colegas de trabalho. Pensando nisso, nesta terça-feira (20), foi realizado o workshop de Comunicação Não Violenta (CNV), no auditório da Casa do Cidadão, em Itararé. O evento reuniu servidores de diversas secretarias da Prefeitura de Vitória.

. A oficina foi conduzida pela psicóloga Katia Cozendey, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, e trouxe reflexões sobre como a escuta, o respeito e a compreensão das necessidades de cada pessoa podem contribuir para relações mais saudáveis no ambiente profissional.

Para a palestrante, esse é um tema importante para todas as relações, especialmente para quem atua no serviço público, onde o contato diário com pessoas de diferentes realidades exige atenção, empatia e diálogo.

"É importante estarmos atentos não apenas às nossas necessidades, mas também às necessidades do outro. Quando consideramos os sentimentos envolvidos e nos expressamos de maneira sincera e genuína, respeitando o que cada pessoa sente, as relações tendem a fluir muito melhor", explicou Katia.

Sinais

A psicóloga também destacou que a comunicação vai além das palavras. Atitudes e expressões faciais fazem parte da maneira como transmitimos mensagens e podem influenciar a forma como somos compreendidos. Por isso, reconhecer esses sinais e estar atento à reação do outro são atitudes importantes para evitar conflitos e melhorar a convivência.

O secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, ressaltou a importância de iniciativas que contribuam para melhorar as relações no serviço público.

"Uma comunicação respeitosa começa pela capacidade de ouvir e compreender o outro. Quando os servidores desenvolvem essa habilidade, fortalecemos as relações de trabalho e qualificamos o atendimento à população, com mais empatia, diálogo e respeito às diferenças", afirmou.

Para a servidora Larissa Ramos, assistente social do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Consolação, a palestra representa uma oportunidade de levar os conhecimentos adquiridos para o cotidiano profissional, tanto nas relações entre colegas quanto no atendimento ao público.

"A Comunicação Não Violenta será muito importante para levarmos esse tipo de intervenção aos nossos locais de trabalho, fortalecendo as relações interpessoais e o atendimento ao público. É uma comunicação baseada no respeito e em uma escuta mais atenta. Também foi muito importante a abordagem sobre as expressões faciais, porque elas são uma forma de comunicação. Acredito que precisamos de outros momentos como esse, ou até mesmo da continuidade desse encontro", avaliou.

A iniciativa reforça a importância de reconhecer que a comunicação não se resume à escolha das palavras. Saber ouvir, considerar diferentes perspectivas e compreender os sentimentos envolvidos nas interações são atitudes que podem fazer a diferença na convivência profissional e na construção de um serviço público cada vez mais humano e acolhedor.