O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Comped) celebra a marca de nove unidades básicas de saúde (UBSs) de Vitória com o sistema de painéis eletrônicos com tecnologia inclusiva implantado. O número saltou de apenas uma unidade, em abril, para nove, em julho, poucos meses após o Comped solicitar a ampliação do sistema à Secretaria Municipal de Saúde (Semus), em uma iniciativa inédita e inovadora em favor das pessoas com deficiência.
O pedido do Comped foi motivado por uma solicitação do Instituto Luiz Braille do Espírito Santo, organização sem fins lucrativos e referência estadual no apoio às pessoas com deficiência visual. A instituição apontou que o sistema de chamadas exclusivamente visual impedia que muitos pacientes identificassem o momento de sua consulta, o que gerava atrasos e até a perda de atendimentos por falta de acessibilidade sonora.
A presidente do Comped, Letícia Ferreira Coutinho Alvarenga, destacou que o uso de recursos sonoros integrados aos painéis representa um avanço significativo para a autonomia das pessoas nos espaços públicos.
"Essa é uma conquista fundamental para garantir que o direito à saúde seja pleno e acessível a todos, eliminando barreiras que antes tornavam o ambiente excludente para quem tem deficiência visual", afirmou a presidente.
A secretária-executiva do Comped, Jacqueline Rocha Ferreira Freitas, também ressaltou o trabalho da equipe de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal de Saúde, que vem cumprindo o acordo firmado com o Conselho para ampliar o sistema em toda a rede de unidades de saúde e prontos atendimentos do município.
"A ampliação está sendo feita de forma gradativa. Nós compreendemos esse processo, porque esta é uma iniciativa inédita e inovadora, que exige uma estruturação específica. Temos confiança de que essa tecnologia será implantada em toda a rede, porque as secretarias estão empenhadas em promover a acessibilidade para as pessoas com deficiência", comentou a secretária-executiva.
A secretária municipal de Assistência Social, Carla Scardua, destacou que a implantação dessa tecnologia na rede pública de saúde representa um passo histórico para a inclusão social, ao garantir acolhimento mais igualitário e respeito às necessidades de cada cidadão que busca atendimento.