Prefeitura de Vitória

Atalhos de teclado:

Crianças do Cmei Ernestina Pessoa aprendem história de Tereza de Benguela no Mucane

Publicada em | Atualizada em

Por Acácio Rodrigues (aafrodrigueseira$4h064+pref.seme.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Educação de qualidade

Acácio Rodrigues
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa.
Acácio Rodrigues
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa.

Um grupo de crianças que estudam do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Ernestina Pessoa, do bairro Moscoso, participou da contação da história "A Coroa da Rainha Tereza", baseada na história de Tereza de Benguela. Ela foi líder do quilombo Quariterê no século XVIII, quando marcou seu nome por, durante duas décadas, defender a resistência à escravidão, tornando-se assim, muito importante na luta contra o racismo. A atividade aconteceu no Museu Capixaba do Negro (Mucane).

No dia 25 de julho é comemorado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. "A gente sentiu a necessidade institucional de trabalhar a questão racial, aceitação, para que a gente valorizasse as culturas do Espírito Santo, a cultura indígena e a cultura afrficana. E aí surgiu a ideia de trabalhar a educação antirracista. O projeto desse ano se chama 'Culturas a Descobrir: Cores, Movimentos e Poesia'", disse a diretora do Cmei, Rosilene Teixeira.

A diretora da unidade escolar explica como tem sido o desenvolvimento desse projeto para os estudantes. "Através de brincadeiras, cores e movimentos do corpo, a gente vem trabalhando manifestaões culturais, aceitação de si próprio, e a aceitação do outro. A gente trabalhou o mês de fevereiro com esse tema, a educação antirraacista e a aceitação de ser gordo, magro, alto ou baixo. Em março falamos da valorização da mulher, então temos atividades para que as crianças tenham entendimento".

Mãe da Maria Júlia, do Grupo 5, Nilza Cassimiro falou sobre como a filha tem recebido a educação antirracista no Cmei. "A Maria Júlia é uma criança muito curiosa. Desde que foi falado na escola, que viria aqui, ela ficou muito empolgada e já perguntando do que se trataria. Eu mesma não sabia muito sobre a história de Tereza de Benguela, é super interessante até pelo fato de fazer com que as crianças aprendam desde cedo, que o racismo não pode acontecer".

Nilza acredita na potência que a atividade no Mucane transmite para as crianças. "Nós temos de ter essa consciência para ensinar aos nossos filhos a respeitarem. Assim como Tereza de Benguela, precisamos acolher o outro e mostrar para ele que tem muitos valores, e não deixar que os outros o discriminem".

Pai do João Vicente, que estuda no Grupo 4, revelou que nunca tinha levado o filho ao uma das principais casas artísticas e culturais do Brasil. "É muito importante para ele se conhecer, saber de onde veio, saber de suas raízes, e também mostrar para outras crianças a importância de conhecer essas histórias. Ele gosta de contar para os amigos, essa representatividade é muito boa. É a primeira vez que a gente vem aqui no Mucane e pretendo trazer ele mais vezes, para quando for adulto entender sua importância no mundo".

Acácio Rodrigues
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa.
Acácio Rodrigues
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa
Contação de história no Mucane com estudantes do Cmei Ernestina Pessoa.