Troca de saberes entre estudantes em vivência ambiental na Mata Paludosa.
O que começou como uma sequência de vivências ambientais em fevereiro deste ano, ganhou um novo significado nesta terça-feira (1): o conhecimento construído pelos próprios estudantes foi compartilhado com outras crianças. Durante a tarde, alunos da Emef Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo (Emef Asfa), de Vitória, receberam estudantes da EMPEIEF Goiapoboaçu, da zona rural de Santa Teresa, para um intercâmbio de experiências, descobertas e saberes no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Mata Paludosa.
A atividade foi promovida pela Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por meio do Centro de Educação Ambiental Mata Paludosa (CEA Mata Paludosa), e integrou um processo educativo desenvolvido desde fevereiro em parceria com a Emef Asfa, sob coordenação da educadora ambiental Osnéia Aparecida Péccoli da Silva.
Ao longo dos últimos meses, os estudantes participaram de diferentes experiências que aproximaram o aprendizado da realidade do território. Trilhas interpretativas e sensoriais, rodas de conversa, jogos, oficinas e outras práticas educativas contribuíram para ampliar o conhecimento das crianças sobre a biodiversidade local e fortalecer seus vínculos com a Mata Paludosa.
De estudantes a mediadores
Nesta nova etapa, os alunos do 2º ano da Emef Asfa deixaram de ocupar apenas o lugar de participantes e assumiram o papel de mediadores das vivências.
Eles apresentaram aos 12 estudantes visitantes da EMPEIEF Goiapoboaçu parte dos conhecimentos construídos durante o projeto, transformando o encontro entre crianças de diferentes municípios e realidades em mais uma experiência de educação ambiental.
Durante a tarde, os estudantes compartilharam conhecimentos sobre o meliponário de abelhas sem ferrão, a nascente, o pomar, a fauna e a flora da Mata Paludosa, o Jardim Sensorial e a sementeira doméstica. A programação contou ainda com degustação de méis e plantio de sementes de bucha.
Foto Divulgação
Troca de saberes entre estudantes em vivência ambiental na Mata Paludosa.
Entre abelhas, flores, água, árvores, animais e sementes, o Revis da Mata Paludosa se transformou, mais uma vez, em uma grande sala de aula a céu aberto, onde observar, experimentar e compartilhar fizeram parte do aprendizado.
Para a educadora ambiental Osnéia Aparecida Péccoli da Silva, a experiência reforçou o protagonismo das crianças na construção e na multiplicação do conhecimento: "Quando uma criança compartilha aquilo que aprendeu, ela não apenas ensina. Ela amplia a possibilidade de que aquele conhecimento chegue a outros lugares, encontre novas histórias e ganhe novos sentidos", destacou.
Educação ambiental construída na prática
A proposta desenvolvida pelo CEA Mata Paludosa parte do princípio de que a educação ambiental ganha força quando está relacionada às experiências concretas, ao território e à participação dos estudantes.
Por isso, cada etapa do projeto vem sendo construída de forma processual, permitindo que as crianças observem, questionem, experimentem e também compartilhem aquilo que aprenderam.
A vivência desta terça-feira marcou mais uma etapa desse percurso coletivo iniciado em fevereiro e ampliou o alcance do trabalho ao aproximar estudantes de Vitória e Santa Teresa por meio de conhecimentos relacionados à biodiversidade, à conservação ambiental e ao cuidado com a vida.
A ação também reforçou uma das principais propostas do trabalho desenvolvido pela Gerência de Educação Ambiental: fazer dos próprios estudantes agentes de multiplicação do conhecimento e protagonistas das experiências educativas realizadas nos territórios.
InterAgeVix
Informações sobre projetos, ações e parcerias desenvolvidos pela Gerência de Educação Ambiental (GEA) da Semmam estão disponíveis no Portal Interativo de Educação Ambiental InterAgeVix.
Também é possível obter informações pelo telefone (27) 98154-0185.