Apresentação sobre o funcionamento da Cozinha Comunitária de São Pedro.
A Gerência de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Assistência Social (Semas) realizou, na última terça-feira (25), uma apresentação sobre como será o funcionamento da Cozinha Comunitária de Saõ Pedro, às famílias que receberãoa alimentação disponibilizada no espaço.
A Cozinha funcionará de segunda a sexta-feira, com a retirada das refeições no período das 11h às 13h30. A quantidade de refeições prontas por família está vinculada estritamente ao número de membros validados no CadÚnico.
A distribuiçãoseguirá critérios e regras de permanência, como limite de cinco faltas injustificadas consecutivas; tempo de acompanhamento inicial de um ano, prazo que pode ser renovado por igual período após a reavaliação técnica. Além disso, a obrigatoriedade de manter o acompanhamento socioassistencial ativo pela equipe da unidade e o responsável familiar cadastrado deve ser, preferencialmente, o titular do CadÚnico. Também é necessária a apresentação de documento com foto.
Ao sair da apresentação, dona Maria Wanderleia Silva, de 66 anos, disse que estava muito feliz em ver sua família incluída nesse serviço. Ela contou que o recebimento vai fazer render a renda familiar formada exclusivamente pelo valor do Bolsa Família, que é de R$ 750,00. "Esse dinheiro eu pago o aluguel (R$ 600,00) e o resto é para outras despesas. Lógico que não dá. Não sobra nada, aí saio catando latinha pelo bairro, olhando o que tem no lixo, para fazer durar os alimentos da cesta que recebo no Cras Santo André", conta.
Maria Wanderleia falou um pouco mais sobre o seu dia a dia. Ela explicou que por muito tempo trabalhou como faxineira, mas problemas de saúde a impossibilitaram de continuar na atividade. "Eu cuido de uma neta de 6 anos, minha filha está por aí e os outros netos estão com outros avós. Não consigo mais fazer nem as faxinas que fazia antes. Por isso, estou muito feliz em saber que terei direito às refeições, elas vão fazer a cesta de alimentos render mais e eu poderei ajudar alguma irmã que necessitar", falou ela.
Para Wanderson Paulino Santos, de 35 anos, pai de dois meninos, Benjamin, de 7 anos, e Isaac, de 8 anos, receber as refeições da Cozinha Comunitária vai representar um alívio. Ele explicou que terá alimento na mesa todos os dias e que sua mãe não vai precisar mais fornecer comida para o trio. "Estou desempregado e para não passar fome vou para a casa da minha mãe. Sei que fica pesado para ela, mas é onde encontro apoio", afirmou.
Gislaine Carlos Araújo, de 32 anos, era só elogios para a iniciativa da Cozinha Comunitária. Ela contou que a alimentação será mais um reforço para a proteção da família, que é composta por ela, pela mãe, de 54 anos e deficiente visual, e por uma irmã adolescente, de 12 anos. "A gente já é assistida pelo Cras, então será um complemento", comentou ela.
A Cozinha Comunitária vai funcionar como um equipamento público voltado à promoção da Segurança Alimentar e Nutricional, oferecendo diariamente refeições nutricionalmente balanceadas para famílias em situação de vulnerabilidade social, previamente cadastradas e acompanhadas pela equipe técnica.
A gerente de Segurança Alimentar e Nutricional em exercício da Semas, Ionara Mendonça, explicou que o cardápio será o mesmo do restaurante popular. A lista de refeições é elaborada por nutricionistas, priorizando alimentos da agricultura familiar e respeitando a cultura alimentar local, o que garante qualidade, variedade, equilíbrio nutricional e acesso à alimentação adequada.
A secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scardua, fez questão de destacar a importância da cozinha comunitária na ampliação do acesso à alimentação, no estímulo à inclusão social, no fortalecimento da identidade comunitária e na garantia de direitos sociais básicos. "Nossa cozinha comunitária vai ser mais um espaço que contribuirá para a promoção da educação alimentar e nutricional, incentivando escolhas saudáveis e conscientes", declarou.