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Guarda de Vitória coordena ação para apagar símbolos de facções e reforça sensação de segurança
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Por Glacieri Carraretto (gcpereiraeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
A Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) coordena uma força-tarefa para apagar pichações e retirar símbolos ligados a facções criminosas em diferentes regiões da capital. Em apenas dois meses, a ação integrada já resultou em intervenções em 20 pontos distintos da cidade, com foco na eliminação de inscrições em muros, quadras, praças, escadarias e outros espaços públicos municipais.
Mais do que uma ação de zeladoria urbana, a iniciativa tem impacto direto na segurança pública e na rotina dos moradores. "Em estudos e pesquisas da área da segurança urbana, pichações com referências a facções criminosas são tratadas como marcadores de domínio territorial, usadas para impor medo, intimidar a população, demarcar áreas de influência e reforçar a presença de grupos criminosos em determinadas comunidades. Por isso temos dado atenção conjunta a esse tipo de situação", observa o secretário de Segurança Urbana da Capital, Amarílio Boni.
Em Vitória, a resposta tem sido imediata. Sempre que as equipes da Guarda identificam esse tipo de inscrição durante o patrulhamento ou por meio de denúncias e monitoramento, o local é incluído em um mutirão que reúne diferentes frentes da Prefeitura para devolver o espaço à população.
"Essas inscrições não são apenas um dano ao patrimônio. Em muitos casos, elas funcionam como uma mensagem de intimidação e de ocupação simbólica do território. Quando o poder público age rapidamente para remover esse tipo de marca, ele deixa claro que aquele espaço pertence ao cidadão, e não ao crime. É uma ação importante para a segurança, para a preservação urbana e para a tranquilidade dos moradores", afirma o secretário.
A atuação tem sido conduzida pela Guarda de Vitória, que faz a identificação dos pontos e articula a resposta com outros setores da administração municipal. Participam da ação equipes da Central de Serviços, responsáveis pela limpeza, manutenção e pintura dos espaços, além de outros órgãos acionados conforme a necessidade de cada local, como reforço de iluminação e recuperação de estruturas urbanas.
"Em alguns casos, o trabalho inclui limpeza do entorno, pintura de muros e equipamentos públicos e avaliação de melhorias urbanas que ajudem a evitar a reincidência. A ideia é interromper rapidamente qualquer tentativa de ocupação simbólica por grupos criminosos e, ao mesmo tempo, melhorar o ambiente urbano para quem mora, circula e utiliza esses espaços diariamente", completa Amarílio.
Outro ponto destacado pela Guarda de Vitória é que a permanência desse tipo de inscrição pode contribuir para o medo de moradores e comerciantes, especialmente em regiões onde a população já convive com vulnerabilidades sociais e urbanas. "A retirada rápida desses símbolos, por outro lado, ajuda a romper a naturalização dessas marcas e evita que a paisagem urbana seja usada como instrumento de ameaça ou propaganda criminosa", observa a comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves.
A comandante reforça que pichações configuram crime e destaca que esse tipo de inscrição não se confunde com o grafite, manifestação artística reconhecida e regulamentada quando autorizada. "A pichação é um crime ambiental que tem como pena a detenção de até um ano e multa. É um vandalismo que não só destrói a estética do espaço coletivo como também reduz a sensação de segurança.
Ostensividade
Esse tipo de ação preventiva é apenas uma das linhas a favor da segurança na Capital. A Guarda de Vitória conta com tecnologia, efetivo capacitado e Gerência de Inteligência atuando de forma estratégica para a segurança da cidade.
Somente em 2026, a Guarda de Vitória já realizou 124 blitze, recuperou mais de 63 veículos e deteve 55 suspeitos. Fora isso, ainda foram cumpridos 93 mandados de prisão e atendeu a 9,2 mil acionamentos via Ciodes-190.
"O trabalho é diário. As capacitações para o efetivo são constantes e de diferentes temáticas pois precisamos de guardas municipais que estejam sempre atualizados. Ainda temos o apoio da tecnologia, são 1158 câmeras em todo canto da cidade que colaboram com o monitoramento do fluxo viário e de ocorrências. E o terceiro item deste tripé é a Gerência de Inteligência que dá maior qualidade aos levantamentos e gera um alinhamento com outras forças de segurança", descreve a comandante Fabiana Gonçalves.
De janeiro a maio, a cidade registrou uma queda de 28% de crimes de mortes violentas e 19% de mortes no trânsito. Já os casos de roubos a veículos, caíram 21% no mesmo período comparado com o ano anterior.
No quesito crimes patrimoniais, os dados do Observatório de Segurança Pública também apontam a queda de 28% nos roubos de celulares e 60% de roubos em transporte coletivo.

