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Idosos vivenciam natureza em ação educativa no Refúgio de Vida Silvestre Mata Paludosa
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Por Michelle Moretti (msmorettieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Ouvir os sons da mata, perceber diferentes aromas e texturas, observar de perto a fauna e a flora e trocar experiências em meio à natureza. Nesta terça (15) e quarta-feira (16), cerca de 30 idosos atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) de Maria Ortiz participam de uma vivência especial no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Mata Paludosa.
Promovida pelo Centro de Educação Ambiental Mata (CEA) Paludosa, a programação começa às 14 horas e transforma a unidade de conservação em uma grande sala de aula ao ar livre. Serão aproximadamente 15 participantes por dia, em atividades que unem conhecimento, percepção sensorial, convivência e contato direto com a natureza.
A proposta é aproximar o grupo do patrimônio ambiental presente no local e mostrar que a educação ambiental também se constrói por meio da experiência, da observação e da troca de saberes entre diferentes gerações.
Natureza para ver, ouvir, sentir e compreender
A vivência começa com uma acolhida e, em seguida, os participantes seguem para uma trilha interpretativa pela Mata Paludosa. Durante o percurso, temas como água, animais, vegetação e conservação ambiental serão abordados de forma acessível e conectada ao que pode ser observado no próprio território.
A programação também inclui o Jogo Residência Sustentável, que leva para situações do cotidiano questões relacionadas ao consumo consciente e à sustentabilidade. A proposta é mostrar, de maneira prática, como pequenas decisões dentro de casa podem se relacionar com a preservação dos recursos naturais.
Outro momento da atividade será o Circuito Sensorial Ambiental, que passa por espaços como o Jardim Sensorial, o Meliponário e o Pomar. Neles, os participantes poderão explorar diferentes elementos da natureza utilizando os sentidos, ampliando a percepção sobre o ambiente que os cerca.
A programação integra atividades dos projetos "Preservação da Mata Paludosa", "Água: Nascente na Mata Paludosa" e "Circuito Sensorial Ambiental".
Experiência e conhecimento
Mais do que transmitir informações sobre fauna, flora ou recursos hídricos, a atividade parte de outro princípio: quem chega à Mata Paludosa também traz conhecimento.
Ao reunir idosos em uma unidade de conservação, a proposta reconhece as memórias, experiências e relações construídas ao longo da vida como parte importante do processo de educação ambiental. Histórias sobre o território, mudanças na paisagem, formas de utilização da água e diferentes relações com a natureza também podem surgir durante os encontros e enriquecer a vivência.
A educadora ambiental Osnéia Aparecida Péccoli da Silva, responsável pela condução da atividade, coordena uma programação construída para favorecer justamente essa participação, estimulando perguntas, observações, lembranças e troca de experiências.
A presença do grupo do SCFV Maria Ortiz reforça ainda o papel da educação ambiental como uma prática que deve alcançar diferentes públicos e faixas etárias, reconhecendo idosos como participantes ativos na discussão sobre preservação, sustentabilidade e qualidade de vida.
Vínculo com a Mata Paludosa
Ao final do percurso, os participantes receberão materiais educativos e terão um momento destinado à avaliação, à conversa e à convivência. A programação também prevê a possibilidade de realização de um piquenique, ampliando o tempo de interação do grupo em contato com o ambiente natural.
A expectativa é que a experiência vá além da visita à unidade de conservação e ajude a fortalecer uma relação de pertencimento com a Mata Paludosa.
Ao combinar trilha, jogos, estímulos sensoriais e convivência, o CEA Mata Paludosa busca mostrar que preservar também começa quando as pessoas conhecem, experimentam e criam vínculos com os espaços naturais da cidade.
Mais do que conhecer a Mata Paludosa, a proposta é fazer com que cada participante possa percebê-la como parte do território, da memória e da vida da cidade e, por isso, como um patrimônio que merece ser cuidado por todos.