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Mata Atlântica vira sala de aula e estudantes aprendem sobre clima em Vitória

Publicada em | Atualizada em

Por Michelle Moretti (msmorettieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Leonardo Silveira
Inauguração do Parque Municipal Gruta da Onça
Parque Municipal Gruta da Onça (ampliar)

A Mata Atlântica vai se transformar em sala de aula viva para estudantes da rede municipal de Vitória, nesta quarta-feira (8). Alunos do 7º ano da Emef Anacleta Schneider Lucas, do bairro Fonte Grande, participam do projeto "Mata Atlântica: Floresta que Ensina", no Parque Natural Municipal Gruta da Onça, localizado no coração da capital.

A atividade é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por meio da Gerência de Educação Ambiental (GEA), e propõe uma experiência prática de aprendizagem em contato direto com a floresta, suas trilhas, nascentes, elementos históricos e paisagens naturais.

Durante a vivência, os estudantes serão conduzidos por educadores ambientais em uma atividade de interpretação da paisagem. O percurso permitirá observar a flora, a fauna, os solos, a geologia e a relação entre o ambiente urbano e os ecossistemas preservados dentro da cidade.

Mais do que uma visita ao parque, a proposta é mostrar como a Mata Atlântica contribui para a qualidade de vida da população e para a resiliência climática de Vitória.

Proteção

Em um cenário de mudanças climáticas, a educação ambiental ganha papel estratégico. Compreender como os ecossistemas funcionam ajuda crianças e adolescentes a perceberem que a natureza não está separada da vida urbana. Ela influencia diretamente a temperatura, a qualidade do ar, a segurança das encostas, a preservação das nascentes e o equilíbrio ambiental da cidade.

No contexto de Vitória, áreas de Mata Atlântica como o Parque Gruta da Onça cumprem funções importantes. A vegetação contribui para amenizar ilhas de calor, manter a umidade do ar, proteger o solo, reduzir riscos de erosão e favorecer a infiltração da água da chuva.

As raízes das árvores ajudam na estabilização de encostas, especialmente em períodos de chuva intensa. A floresta também atua na proteção de nascentes e no equilíbrio hídrico, funcionando como uma aliada natural diante dos desafios climáticos enfrentados pelas cidades.

A vivência permite que os estudantes entendam esses processos de forma concreta, observando no próprio território como a preservação ambiental está ligada à segurança, à saúde e ao bem-estar da população.

Para a gerente de Educação Ambiental da Semmam, Juliana Sardinha, o projeto amplia o contato dos estudantes com espaços de educação não formal e fortalece o vínculo das crianças e adolescentes com o patrimônio natural da cidade: "O projeto oportuniza aos nossos estudantes o contato com espaços de educação não formal. Trabalha a educação ambiental com o intuito de desenvolver sentimentos de pertencimento e de cuidado para com a floresta de Mata Atlântica, que muito contribui para a qualidade de vida da nossa cidade", destacou.

A fala reforça um dos principais objetivos da iniciativa: fazer com que os estudantes reconheçam a floresta como parte do território onde vivem. Quando o aluno compreende o valor ambiental, histórico e social desses espaços, ele passa a enxergar a preservação como responsabilidade coletiva.

História, cultura e natureza 

As atividades desenvolvidas pelo Centro de Educação Ambiental Gruta da Onça utilizam a interpretação ambiental como estratégia pedagógica. As trilhas conduzem os participantes por pontos que unem memória, cultura e biodiversidade, como as nascentes da Capixaba, do Poço Azul e do Poço dos Escravos.

Além do aprendizado ecológico, a vivência resgata aspectos da identidade capixaba, com referências ao centenário Chafariz da Capixaba, aos históricos Caminhos da Capixaba e à lendária Gruta da Onça.

Essa integração entre passado, presente e futuro torna a experiência mais completa. Os estudantes aprendem que preservar a floresta também significa proteger a história da cidade, seus recursos naturais e as condições necessárias para enfrentar os desafios ambientais das próximas décadas.

Educação ambiental para formar cidadãos

O projeto "Mata Atlântica: Floresta que Ensina" reforça o papel dos parques e unidades de conservação como espaços educadores. Ao levar estudantes para dentro da floresta, a iniciativa aproxima o conteúdo escolar da realidade vivida nos territórios. A experiência contribui para formar cidadãos mais conscientes, capazes de compreender a importância da biodiversidade, da água, do solo, das áreas verdes e das ações de cuidado com o meio ambiente.

Em uma cidade urbana e marcada por desafios climáticos, a educação ambiental deixa de ser apenas uma atividade complementar. Ela se torna ferramenta de formação, prevenção e transformação social.

Ao final da vivência, a expectativa é que os estudantes retornem à escola e às suas comunidades com um olhar mais atento para a Mata Atlântica, entendendo que a floresta ensina, protege e também depende do cuidado de todos.

InterAgeVix

Para saber mais sobre o projeto "Mata Atlântica: Floresta que Ensina" e conhecer outras ações de educação ambiental desenvolvidas em Vitória pela Gerência de Educação Ambiental, acesse o portal InterAgeVix.