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Oficina de panelinhas de barro une cultura capixaba e educação ambiental

Publicada em | Atualizada em

Por Michelle Moretti (msmorettieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Foto Divulgação
Oficina de panelinhas une cultura capixaba e educação ambiental
Crianças aprendem e se divertem com oficina de panelinhas de barro no Cmei Laurentina Mendonça Corrêa.
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Oficina de panelinhas une cultura capixaba e educação ambiental
Crianças aprendem e se divertem com oficina de panelinhas de barro no Cmei Laurentina Mendonça Corrêa.

Cultura capixaba, educação ambiental, arte e infância se encontraram em uma atividade cheia de significado nesta terça-feira (11). O Centro de Educação Ambiental (CEA) Pedra da Cebola realizou mais uma oficina educativa de confecção de panelinhas de barro com crianças dos Grupos 5, dos turnos matutino e vespertino, do Cmei Laurentina Mendonça Corrêa.

A proposta aproximou os pequenos de uma das tradições mais importantes de Vitória: o ofício das Paneleiras de Goiabeiras. Em uma vivência lúdica e sensorial, as crianças puderam conhecer o processo de modelagem da argila, experimentar o contato direto com o barro e compreender a relação entre cultura, território e natureza.

A atividade, que também havia sido realizada no dia 5 de agosto, integrou saberes tradicionais, educação ambiental e práticas pedagógicas voltadas à infância. Mais do que confeccionar pequenas peças, a oficina permitiu que os estudantes reconhecessem elementos naturais presentes na produção das tradicionais panelas de barro e percebessem como esse patrimônio cultural faz parte da identidade capixaba.

Cultura capixaba na prática

Antes de colocar a mão na massa, as crianças participaram de uma roda de conversa sobre a cultura e a culinária do Espírito Santo. Durante o encontro, conheceram um pouco mais sobre a tradição das Paneleiras de Goiabeiras, referência cultural do município de Vitória e símbolo da história capixaba.

Também foram apresentados elementos ligados à produção das panelas, como a origem do barro, extraído do Vale do Mulembá, e o tanino utilizado no processo de tingimento das peças, obtido da casca do mangue-vermelho.

A explicação ajudou as crianças a perceberem que a panela de barro não nasce apenas de uma técnica artesanal, mas de uma relação profunda entre território, natureza, memória e saberes transmitidos entre gerações.

Aprender com as mãos

Depois da conversa, chegou o momento de experimentar. Orientadas pela educadora ambiental Andressa Fernandes, as crianças manusearam o barro, exploraram sua textura e consistência e confeccionaram, individualmente, suas próprias panelinhas.

O contato direto com a argila transformou o aprendizado em uma experiência concreta. Ao amassar, beliscar, moldar e observar as mudanças no material, os pequenos puderam aprender brincando, criando e investigando.

A oficina também estimulou a criatividade, a concentração, a coordenação motora e a percepção sensorial. Cada peça modelada carregou um pouco da imaginação das crianças e da conexão delas com a cultura do lugar onde vivem.

Educação ambiental e infância

A modelagem com argila possibilitou diferentes aprendizagens previstas nos Campos de Experiência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em "Traços, sons, cores e formas", a atividade favoreceu a expressão artística tridimensional, a criatividade e a ampliação do repertório estético.

Em "Corpo, gestos e movimentos", os gestos de amassar, beliscar e moldar contribuíram para o desenvolvimento da motricidade fina e da coordenação óculo-manual. Já no Campo de Experiência "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações", as crianças puderam investigar as características do barro, observando suas transformações físicas conforme suas próprias ações.

Dessa forma, a oficina mostrou que a educação ambiental também pode acontecer por meio da arte, do brincar e do fazer manual. Ao manipular a argila, as crianças compreenderam, de forma simples e sensível, que os elementos da natureza estão presentes na cultura, na história e no cotidiano da cidade.

Território, memória e pertencimento

Mais do que produzir uma pequena peça de barro, a atividade permitiu que as crianças estabelecessem uma relação entre o fazer, o território e a cultura capixaba. A experiência aproximou os estudantes de um patrimônio cultural presente na vida de Vitória e contribuiu para o reconhecimento dos saberes tradicionais ligados à produção das panelas de barro.

A oficina também reforçou a importância de valorizar os elementos naturais envolvidos nesse processo, como o barro do Vale do Mulembá e o mangue-vermelho, mostrando que cultura e meio ambiente caminham juntos.

A atividade foi marcada pelo entusiasmo e pela participação das crianças, que puderam brincar, criar, experimentar e aprender em uma vivência prática e significativa.

InterAgeVix

Para saber mais sobre o CEA Pedra da Cebola e conhecer outras ações de educação ambiental desenvolvidas em Vitória pela Gerência de Educação Ambiental, acesse o portal InterAgeVix.