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Rede intersetorial de Jucutuquara promove palestra sobre enfrentamento ao preconceito

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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Erradicação da pobreza
  • Redução das desigualdades
  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação

Foto Divulgação
Rede intersetorial de Jucutuquara promove palestra sobre enfrentamento ao preconceito
Palestra realizada no auditório do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Jucutuquara.

Uma palestra que não se resume só a um encontro aos olhos e ouvidos de uma plateia formada por profissionais que atuam na Rede Intersetorial do Território Jucutuquara. Um trabalho que engloba serviços socioassistenciais, de Saúde e Educação. Essa é a descrição que melhor define a qualificação profissional voltada ao Enfrentamento ao preconceito no cotidiano institucional, realizada no auditório do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Jucutuquara.

Para o público, formado por assistentes sociais, educadores sociais, assistentes administrativos, agentes de saúde e psicólogos, a palestra funcionou como um chamado para a adoção de novas posturas diárias diante das diferenças.

De acordo com a palestrante Feel's Keinstein, a iniciativa da Rede Sócioassintencial em conjunto com a Rede Intersetorial do Território de Jucutuquara, em promover esse evento é importante para a profissionalização do acolhimento e para assegurar a proteção social do público LGBT que busca os espaços públicos.

Feel's Keinstein comentou que as equipes precisam estar preparadas para receber essa população de modo que o atendimento responda efetivamente às suas necessidades de cuidado e proteção. Ao ser questionada sobre o sentimento de encerrar o encontro após receber abraços e relatos comoventes, a palestrante declarou que sai com o coração cheio de alegria e alívio por saber que existem pessoas dispostas a contribuir para a mudança das estatísticas atuais.

Segundo ela, essa iniciativa precisa alcançar outros espaços de atendimento, mobilizando todos os profissionais e as famílias de pessoas LGBT atendidas nos serviços públicos. A palestrante alertou também que é fundamental que os trabalhadores entendam que essas famílias passam por um processo de luto e que existem expectativas construídas que acabam quebradas em algum momento, pois essas famílias planejaram filhos heterossexuais e cis gêneros, gerando uma demanda de cuidado e acolhimento familiar que a rede precisa apoiar.

Para a coordenadora do Acessuas Trabalho, Cremilda Astorga, o encontro visa instrumentalizar os profissionais para o aprimoramento da escuta qualificada, compreensão das vulnerabilidades e fortalecimento das práticas de acolhimento seguro, garantindo a defesa de direitos e o respeito à diversidade das juventudes.

Para Diana Pereira de Aragão, que atua na Coordenação de Transferência de Renda e Benefícios (CTRB), o momento gerou emoções profundas. Ela afirmou que ouvir essa história de vida causa um impacto grande na execução da política pública e reforçou que a Assistência Social tem o papel de promover a inclusão.

Diana destacou que todas as pessoas possuem direitos e que a formação capacita as equipes para uma abordagem mais respeitosa, garantindo que o público se sinta protegido pelo poder público.

Na avaliação do coordenador do Centro de Convivência do Romão, Igor Soares, a capacitação dos trabalhadores que atuam nos serviços socioassistenciais é fundamental por representar uma valorização da equipe e viabilizar a efetivação dos direitos dos usuários dos serviços públicos municipais. Ele destacou que esse tema perpassa todas as secretarias e políticas públicas.

Ao final da formação, a educadora social Chris Lise Penido, que atua na Obra Social Nossa Senhora das Graças, disse que a palestra abriu um novo olhar sobre as pessoas. Ela comentou que pretende se colocar ainda mais no lugar do outro, tanto da família quanto das crianças e adolescentes atendidos pela rede.

A secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scardua, concluiu reforçando o compromisso do município em expandir essas formações para consolidar a segurança de direitos em toda a rede de atendimento.