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Seminário reúne educadores para falar sobre o trabalho acolhedor e de proteção da Assistência Social

Publicada em

Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Erradicação da pobreza
  • Redução das desigualdades
  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação

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Samires de Morais Estevão do Serviço Especializado em Atendimento no Domicílio
Samires de Morais Estevão, do Serviço Especializado em Atendimento no Domicílio (ampliar)
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Silvana Galina
Silvana Galina, coordenadora de Gestão do Trabalho da Semas. (ampliar)

O olhar sensível e a escuta atenta dos educadores sociais ganham novos caminhos e os direitos deixam de ser apenas promessas para se tornarem realidades vividas nos territórios da capital. Sob essa perspectiva, de forma pioneira e inédita, a Secretaria de Assistência Social (Semas) de Vitória realizou o primeiro Seminário dos Educadores Sociais da cidadel. 

O evento colocou em evidência o trabalho de acolhimento e proteção social transformador desenvolvido por esses profissionais, que atuam nas 65 unidades socioassistenciais do município no atendimento a crianças, adolescentes, adultos, pessoas idosas e pessoas com deficiência nos diferentes territórios do município.

Logo no início, a coordenadora de Gestão do Trabalho da Semas, Silvana Galina, fez questão de abordar o perfil do educador social no Suas, enfatizando que não possui finalidade escolar nem serve como uma forma de preencher o tempo livre. Ela contou que algumas famílias chegam a verbalizar essa perspectiva de ocupação do tempo dos filhos. No entanto, explicou que a Assistência Social entende essa demanda como uma necessidade real de proteção, visto que a família tem o direito assegurado de acessar serviços públicos de caráter complementar.

Silvana também afirmou que o trabalho funciona como uma estratégia baSeada em um conjunto de atividades para fortalecer os vínculos comunitários e a aproximação com os serviços públicos, o que viabiliza a garantia de direitos, o desenvolvimento de habilidades potentes e a participação social voltada à segurança da autonomia.

Em seguida, seis educadores sociais se revezaram na apresentação de suas experiências de atuação nos serviços especializados e de acolhimento, como o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), Serviço de Atendimento no Domícilio (SAD), além de abordarem o cotidiano dos educadores que atuam com adolescentes em medidas socioeducativas.

Para Ana Paola Furtado, o seminário foi uma oportunidade de abordar a realidade do profissional que trabalha diretamente na ponta dos serviços, trazendo visibilidade para quem atua de forma firme com um olhar técnico e empático. Ela essaltou que o seminário valoriza o profissional que muitas vezes funciona como a própria voz dos adolescentes atendidos, permitindo que a categoria expresse sua real identidade.

Na opinião da educadora social Sayma Puri, que atua no território de Jaburu, o evento representa uma conquista essencial de visibilidade para os profissionais que desempenham essa função. Para Kailany Costa, atuante na região de São Pedro, o seminário foi um momento de merecido reconhecimento profissional, pois os educadores não são um apoio, mas sim a principal referência para as famílias atendidas nos serviços.

Segundo Patrícia Santana Gomes, educadora social no Cras de Inhanguetá, o seminário abriu um espaço importante de reflexão e troca de saberes para que a categoria compreenda seu estágio atual e os objetivos que deseja alcançar. Ao final do seminário, Patrícia disse que leva o sentimento de que são necessários outros eventos semelhantes para debater pautas complementares, como o letramento racial, a diversidade e outras temáticas urgentes.

Outro momento de impacto no seminário foi a palestra da educadora social, pesquisadora e professora adjunta de Linguagens, Cultura e Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Jacyara Paiva. Ela frisou que os educadores sociais precisam necessariamente criar vínculos se o objetivo é educar. A palestrante defendeu que as equipes não trabalham apenas com pessoas invisibilizadas, mas sim com sujeitos potentes que demandam escuta atenta e proximidade.

Jacyara disse ainda que as pessoas atendidas pelo sistema público frequentemente passam por processos de desumanização provocados pela desigualdade social e pela experiência cotidiana de rejeição. A especialista acrescentou que o aprimoramento da prática exige um olhar atento voltado para a educação popular, que prioriza a escuta ativa do território de forma horizontal, e sentenciou que a educação social não existe para ensinar a suportar as desigualdades.

Para a secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scardua, a realização do seminário representa mais um marco e um legado construído pelas equipes que atuam nas gerências da pasta. " A organização coletiva do evento consolida o reconhecimento público, a troca de experiências e o aprimoramento contínuo da prática do educador social como uma garantia de proteção e acolhimento para toda a população", afirmou.

Os serviços que apresentaram experiências foram:

Serviço de Atendimento no Domícilio (SAD) do Cras Maruípe - Sabrina Morisco

Serviço de Convicência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV) - Lara Hana Calixto Figueiredo

Serviços Especializado de Atendimento no Domicílio (Sead) do Creas Maruípe - Samires de Morais Estevão

Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) do Creas Centro - Iviney do Nascimento Santos

Medida Socioeducativa do Creas Centro - Ana Paola Furtado da Silva

Serviço de Acolhimento Institucional (SAI) - Gilberto Eustaquio Barbosa Júnior

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Iviney do Nascimento dos Santos atua no Serviço de Abordagem Social do Creas Centro.
Iviney do Nascimento dos Santos atua no Serviço de Abordagem Social do Creas Centro. (ampliar)
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Seminário de Educadores Sociais de Vitória
Seminário de Educadores Sociais de Vitória. (ampliar)