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Vitória firma Acordo de Cooperação com Defensoria Pública para combate à violência contra a mulher

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Por Acácio Rodrigues (aafrodrigueseira$4h064+pref.seme.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Educação de qualidade

Foto Divulgação
Vitória firma Acordo de Cooperação com Defensoria Pública para combate à violência contra a mulher
Celebração do Acordo de Cooperação com a Defensoria Pública do Es para combateà violência contra mulher.
Leonardo Duarte
Vitória firma Acordo de Cooperação com Defensoria Pública para combate à violência contra a mulher
Celebração do Acordo de Cooperação com a Defensoria Pública do Es para combateà violência contra mulher.

Unir a educação e a prevenção em defesa das mulheres é um dos objetivos da assinatura do Acordo de Cooperação com o programa Defensoria Delas nas Escolas, firmado entre a Prefeitura de Vitória e a Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES). Na tarde desta segunda-feira (17), as pastas de Educação (Seme) e Cidadania e Direitos Humanos (Semcid) se reuniram com a prefeita e representantes da DPES na Sala de Reuniões para firmar o compromisso.

Participaram da solenidade a prefeita Cris Samorini, a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, o secretário municipal de Cidadania e Direitos Humanos, e de Governo, Luciano Forrechi, a defensora pública Fernanda Prugner, o defensor público-geral do Espírito Santo, Vinícius Chaves de Araújo, subsecretários da Seme e da Semcid, a diretora Christiane Torloni e o professor Sandro Brasileiro, ambos da da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Edna de Mattos Siqueira Gaudio, além de estudantes dessa Emef de Jesus de Nazareth.

O programa consiste em apresentar os direitos e o combate à violência contra a mulher por meio de oficinas, palestras e rodas de conversa para estudantes do ensino fundamental. "A gente não quer que as mulheres passem por dificuldades diárias. A gente trabalha para que cresçam com consciência e conhecimento. O desafio é envolver os meninos para sensibilizá-los. Tenho certeza que muitos se reconhecem nesses deabtes e vão para casa com reflexões. Essa é uma proposta que está sendo assinada e não vai ficar somente no papel. Vitória se destaca pelo combate à violência contra a mulher. Já são mais de 120 dias sem feminicídio na cidade. Chegamos a ficar mais de 600 dias. Essa é uma luta que seguiremos na batalha", afirma a prefeita Cris Samorini.

Fernanda Prugner explica que, a partir de 2025, a DPES passou a ter adesão ao programa. "È importante que, além da responsabilização, a gente trabalhe com a prevenção. Então, as escolas aderiram ao movimento, mas a gente precisava conversar. Então, procurei a Secretaria Municipal de Educação, conversei com a equipe, e é um passo muito importante. Já iniciamos em junho e fico muito contentes. Vitória é muito importante para a gente, fico até emocionada porque quando a gente vai para as escolas, percebemos a diferença que faz para os estudantes".

Vinícius Chaves de Araújo conta como foi a adesão do DPES. "Quando a Fernanda trouxe esse projeto pra gente, achei fantástico. Acho que é o momento da gente mudar, de ter uma revolução mesmo, para mudar esse machismo estrutural e possessivo. Gostamos de ouvir as estudantes para saber o que eles esperam desse programa, para que esse processo pedagógico possa entregar essa mudança de pensamento".

Juliana Rohsner corrobora com a necessidade de levar cada vez mais esse tema aos meninos que estudam nas escolas municipais. "Nossas dores, nossas dificuldades, o que a gente enfrenta, os nossos medos, a gente sabe e está cansada de repetir entre nós mulheres. As conversas se repetem sobre agressões, sobre violências, e a grande virada de chave tem sido com os homens entrando nessa discussão, tanto para não reproduzir essa violência, quanto para frear quando verem. Queremos que os meninos cresçam sabendo o que não devem fazer e que saibam intervir quando verem".

Luciano Forrechi acredita que essa será uma forma dos meninos levarem as boas mensagens para outros grupos fora do ambiente escolar. "Cada vez que a gente ouve e trata dessa pauta, melhora nossa capacidade de multiplicar isso com nossos amigos homens. Quando a gente multiplica nossos valores, conseguimos mudar comportamento de outras pessoas. Vim de uma geração que ouvia coisas que achava normais e as pessoas se calavam. A partir do momento que a gente se posiciona, a gente pode alcançar e ter uma sociedade que comece a entender melhor".