Inclusão Produtiva: famílias recebem orientações para abrir próprio negócio
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Por Patrícia Arruda, com edição de Matheus Thebaldi
Divulgação Semas
Participantes tiraram dúvidas sobre formalização de negócios e conheceram vantagens de se tornarem microempreendedores individuais
Discutir de forma coletiva temas relacionados ao mundo do trabalho e ao universo do empreendedor. Esse foi o objetivo do encontro temático "Microempreendedor Individual", realizado nesta terça-feira (24), no auditório da Unidade de Saúde (US) de Itararé, para os beneficiários do Programa Família Cidadã e acompanhados pelo Serviço de Inclusão Produtiva.
Na ocasião, o público tirou dúvidas sobre como formalizar o seu negócio e conheceu as vantagens, direitos e deveres de um Microempreendedor Individual (MEI). Mariza Francisca da Silva, 48, é moradora de Consolação e é acompanhada pelo Serviço de Inclusão Produtiva há pouco mais de cinco meses. Ela revelou que não vê a hora de formalizar o seu negócio e ver o seu empreendimento crescer.
"Desde que comecei a participar dos encontros promovidos pelo Serviço de Inclusão Produtiva, tenho tido confiança de que meu negócio de vendas de marmitas vai prosperar. Sempre gostei de cozinhar e, agora, consegui captar clientes fixos para fazer a entrega de marmitas. O próximo passo é conseguir legalizar minha situação e, no futuro, poder abrir meu próprio restaurante".
Quem também decidiu dar um novo rumo na vida e investir num negócio próprio foi o ex-servidor público Alan Kardec Petersen, 43. "Depois de 18 anos como funcionário público, larguei tudo para arriscar em abrir meu próprio negócio. Estou encontrando no Serviço de Inclusão Produtiva todas as informações e oportunidades de que preciso para que meu sonho se torne realidade".
Geração de renda
Segundo a referência local do SIP, Raquel Schimid, os encontros temáticos acontecem mensalmente e são destinados às 47 famílias acompanhadas. "Dividimos nossos usuários em duas turmas para que o encontro pudesse ser melhor aproveitado. A intenção é criar condições para que essas pessoas que têm perfil empreendedor possam gerar renda e gerenciar o seu próprio negócio", disse.
O gerente de Apoio ao Micro e Pequeno Empreendedor da Secretaria Municipal de Turismo, Trabalho e Renda (Semttre), Robson Brandão Neves, destacou a importância da capacitação e da legalização do negócio. "Num primeiro momento, a intenção foi despertar o espírito empreendedor no nosso público, explicando quais são as características que um líder deve ter para administrar o seu negócio. Em seguida, destacamos as políticas que o município oferece ao MEI. Ao se legalizar, ela passa a ter acesso a uma série de benefícios, como CNPJ, cobertura previdenciária e, principalmente, maiores possibilidades de prosperar eu seu negócio, entre outras", explica.
Saiba mais
O microempreendedor individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como microempresário. Esse profissional deve faturar no máximo R$ 60.000,00 por ano e não pode ser sócio ou titular de outra empresa.
Benefícios do MEI
Ausência de Burocracia
Cobertura Previdênciária
Contratação de (1) funcionário
Emissão de Alvará
Acesso facilitado ao Crédito
Emissão de Nota Fiscal
Obtenção de CNPJ
Capacitação
Quem pode se tornar MEI
Pessoas que trabalham por conta própria. Por exemplo: esteticista, manicure, eletricista, pedreiro, jardineiro, carpinteiro, fotógrafo, guias de turismo, promotor de vendas, bombeiro hidráulico, torneiro mecânico, motorista, cabeleireiro, vendedora de cosméticos e outras atividades.
Obrigações legais
Pagamento da contribuição previdenciária mensal;
Declaração anual do MEI;
Documentos necessários para formalização
Carteira de identidade;
CPF;
Título de eleitor;
Comprovante de residência (IPTU);
Declaração do Imposto de Renda da pessoa física (caso já tenha declarado)
Onde realizar o cadastramento
Centro de Apoio ao Empreendedor
Avenida Maruípe, 2544, Itararé. (Casa do Cidadão)
Telefones: (27) 3222-9030 e 3223-0251
Horário de atendimento: das 12 às 19 horas