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Dia das Mães: resgate da autonomia e convivência marcam celebração antecipada no Cras Santa Martha

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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


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Dona Elvaci no café da manhã em comemoração ao Dia das Mães no Cras Santa Martha
Dona Elvaci no café da manhã em comemoração ao Dia das Mães no Cras Santa Martha. (ampliar)

Um momento para refletir não só sobre o cuidado com os outros mas também sobre a importância do autocuidado. Assim foi o café da manhã prá lá de especial, realizado na manhã desta quarta-feira (6), no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Santa Martha,  que celebrou, de forma antecipada, o Dia das Mães. A ideia de tomar um  café  da manhã diferente na companhia de várias outras mulheres do território, permitiu a elas compartilharem suas experiências. 

"Não tenho festa em casa. Nunca festejamos. Nem estava lembrando que haveria comemoração de Dia das Mães aqui. Já criei meus oito filhos e cada um está no seu lugar, levando sua vida". O relato sincero é de Elvaci Maria de Oliveira Christo, de 72 anos, enquanto participava da festa alusiva ao Dia das Mães promovida pelo Cras Alaídes dos Anjos  - território Santa Martha.

Para a equipe do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio (SAD), a presença de Dona Elvaci representou uma vitória coletiva. "Ela não saía de casa desde a morte do marido, ocorrida há quase dez anos", revelou a educadora social, que acompanha a idosa no dia a dia. 

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Lilian com a filha Fernada e a Netinha Kimberli no café da manhã no Cras Santa Martha
Lilian com a filha Fernada e a Netinha Kimberli no café da manhã no Cras Santa Martha. (ampliar)

Ao ser questionada sobre o que sentia por estar ali, Dona Elvaci não escondeu a emoção: "realmente, não saio para lugar nenhum, apenas para a casa de um filho ou outro. Mas estou gostando de estar aqui. Ser lembrada é muito bom", afirmou, referindo-se ao telefonema que recebeu reforçando o convite e garantindo o transporte para buscá-la. Elvaci foi uma das oito mulheres acompanhadas pelo SAD que utilizaram a van adaptada do serviço para chegar ao evento.

Já Ednéia Costa, 54, aguardava com entusiasmo pela celebração. "O Cras sempre celebra as datas comemorativas e, desde que comecei a participar, sinto-me apoiada e acolhida. A vida fica mais leve", comentou. Ela relatou que chegou a se afastar das atividades por um tempo, mas sentiu falta do suporte. "Senti que precisava do acompanhamento dessa equipe", disse. 

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Café da manhã em comemoração ao Dia das Mães no Cras Santa Martha
Café da manhã em comemoração ao Dia das Mães no Cras Santa Martha. (ampliar)

O evento reuniu dezenas de mães e avós que exercem o papel materno. Fernanda Riguete, de 21 anos, celebrou seu primeiro Dia das Mães levando a filha Kimberly, de apenas quatro meses, para acompanhar a avó, Lilian Rigueti, 42, que é atendida no serviço. "Sempre participei como filha e neta. Agora, sinto-me muito bem também na posição de mãe", celebrou Fernanda.

A coordenadora do Cras Santa Martha, Soraia Assis, destacou que momentos como esse vão além da festividade. "Nosso papel é garantir que essas mulheres compreendam que a convivência comunitária é um direito social fundamental. Quando tiramos uma idosa do isolamento, como fizemos com Dona Elvaci, estamos assegurando o direito à cidade e ao envelhecimento digno, fortalecendo os vínculos que a vulnerabilidade social muitas vezes fragiliza", pontuou.

Reforçando a importância das políticas públicas, a secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scardua, ressaltou o impacto do serviço na rede de proteção. "Celebrar essas datas é uma estratégia de visibilidade para mulheres que, muitas vezes, dedicam a vida ao cuidado dos outros e acabam esquecidas. O Cras atua para reafirmar que o acolhimento e a escuta qualificada são direitos humanos básicos, garantindo que elas se sintam sujeitos de direitos e não apenas beneficiárias de  auxílios", finalizou.