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Visita técnica do Ministério da Saúde confirma avanços de Vitória na gestão da saúde mental

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Por Jucilene Borges (jmoborgeseira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Julia de Almeida

Com a colaboração de Giovana Rebuli


  • Saúde e bem-estar

Foto Divulgação
Visita técnica do Ministério da Saúde confirma avanços de Vitória na gestão da saúde mental

 Nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22), Vitória recebeu a visita técnica de representantes do Ministério da Saúde, por meio do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS). O objetivo foi monitorar a qualificação dos serviços locais e acompanhar os desdobramentos dos planos de ação construídos após as auditorias de 2022 e 2023, que avaliaram o papel da atenção básica como ordenadora do cuidado em saúde mental no território.

Durante a agenda, a representante do Núcleo de Saúde Mental da Atenção Primária à Saúde (APS) do Ministério da Saúde, Daniela Trigueiros, reuniu-se com as equipes técnicas de Saúde Mental, Promoção à Saúde e do programa Consultório na Rua, da Secretaria Municipal de Saúde de Vitória (Semus), além de visitar Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital.

Foco na promoção e novos desafios

De acordo com o Ministério da Saúde, o circuito de visitas às capitais brasileiras busca oferecer suporte técnico aos municípios e mapear novas demandas que impactam a rede pública.

"Acompanhamos de perto os planos de ação do cuidado em saúde mental na atenção primária. Aproveitamos também para discutir novos desafios contemporâneos, como o impacto do vício em jogos de apostas eletrônicas e como essa nova realidade tem demandado acolhimento na atenção primária", explicou Daniela Trigueiros.

Reconhecimento ao modelo de Vitória

A estrutura assistencial montada pela Prefeitura de Vitória recebeu elogios da representante federal. Daniela destacou o fato de a capital capixaba manter equipes multiprofissionais em 100% das Unidades de Saúde, diretriz política e administrativa que fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e descentraliza o atendimento, valorizando o papel de outros pontos de atenção, como as Unidades Básicas de Saúde, além dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

A capacidade de integrar programas transversais e distintos, como o Serviço de Orientação ao Exercício (SOE) e as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), à rotina da RAPS também foi apontada como diferencial de capilaridade e integração dos serviços em Vitória.

"Não queremos reduzir a discussão sobre tratamento em saúde mental à medicalização ou leitos. Queremos antes falar de promoção da saúde e de estratégias de cuidado humanizado. Nos territórios, o paciente com transtorno mental pede cuidado integral. Eles relatam que tomam os remédios, mas sentem falta da caminhada, dos grupos e de pessoas que conversem sem estigmas. O tratamento em saúde mental deve buscar garantir equidade. Conseguimos ver isso em Vitória, por meio de programas integrados, com equipe multiprofissional e com diversidade de ofertas de cuidados. Há dificuldades, claro, mas quando a gestão assume uma diretriz que privilegia o cuidado em liberdade e de forma integral, as perspectivas mudam. É uma experiência inspiradora para outros territórios do país", enfatizou Daniela.

Superação de desafios

Para o gerente de Atenção à Saúde da Semus, Flávio Thomaz, a avaliação do Ministério da Saúde confirma os investimentos técnicos e estruturais realizados pela atual administração municipal na rede de cuidados básicos.

"É muito interessante perceber que alguns desafios enfrentados em Vitória são comuns a várias partes do país. No entanto, ficamos felizes em constatar que a capital já superou dificuldades que ainda são encontradas em outras cidades brasileiras", concluiu o gerente.