As redes intersetoriais de Santo Antônio e Inhanguetá reuniram profissionais de todos os serviços socioassistenciais da região para a formação "Tecendo Redes contra o Trabalho Infantil". O encontro marcou o mês de mobilização sobre o tema e teve como objetivo alinhar as estratégias de proteção social de forma integrada.
Durante a atividade, as equipes debateram formas de identificar e combater violações de direitos, fortalecendo as ações conjuntas que já ocorrem nos bairros. A formação foi voltada para trabalhadores das áreas de Saúde, Educação, além da Assistência Social.
A coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Santo Antônio, Viviane Lucchi, destacou que o espaço contribuiu para fortalecer a atuação diária dos técnicos que atendem às famílias. Na avaliação da coordenadora do Creas Centro, Fabíula de Paula, unir os diferentes setores da assistência social permite enxergar os sinais de vulnerabilidade de forma mais rápida e precisa. Para a coordenadora do Cras Inhanguetá, Danielle Merisio, o objetivo principal é garantir que as crianças permaneçam na escola e longe de explorações que prejudicam o desenvolvimento.
Para a gerente de Atenção à Família, Juliana Moura, o combate ao trabalho infantil exige um olhar focado na garantia de um futuro seguro e pleno para essas crianças e adolescentes. Ela pontuou que o acompanhamento familiar é a ferramenta mais eficaz para reverter históricos de vulnerabilidade social. Juliana explicou que acolher os pais e responsáveis ajuda a criar um ambiente de proteção que resguarda o direito de aprender e brincar.
A secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scardua, reforçou que a melhoria das condições sociais das novas gerações depende diretamente do trabalho realizado no presente. Ela defendeu que proteger a infância hoje é o único caminho para construir uma sociedade com igualdade de oportunidades reais. Carla concluiu que a união das equipes consolida uma barreira firme proteção das crianças e adolescentes.