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Dia da Árvore: capital já soma mais de 240 mil mudas plantadas e terá ação especial no dia 21
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Por Michelle Moretti (msmorettieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Do Maciço Central às praias, Vitória já plantou aproximadamente 247 mil mudas de variados tipos de plantas desde o início do programa Vix Flora. Entre elas, espécies arbóreas e vegetação de restinga, de acordo com os dados registrados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam). Seguindo com as ações ambientais e como forma de celebrar o Dia da Árvore, na próxima segunda-feira (21) esse trabalho ganha novas frentes em sete pontos da capital, reunindo estudantes, professores, moradores e equipes técnicas.
A mobilização "Raízes em Rede: Vitória Planta Junto" combina arborização urbana, recuperação da Mata Atlântica e da restinga e ações educação ambiental. As atividades serão realizadas simultaneamente em parques, unidade de conservação, orla e área urbana da cidade.
Cada ambiente receberá espécies adequadas às suas características. Na faixa costeira, o foco está na recuperação da restinga, vegetação que auxilia na proteção da orla. Nos parques e unidades de conservação, serão utilizadas espécies da Mata Atlântica. Já nas áreas urbanizadas, a arborização contribui para ampliar o sombreamento e melhorar o conforto térmico.
A programação integra os trabalhos do Vix Flora, programa municipal criado para ampliar a cobertura verde e recuperar áreas naturais de Vitória.
O volume ajuda a dimensionar o trabalho realizado no período. De acordo com a Semmam, foram plantadas 246.714 mudas, considerando árvores e espécies utilizadas na recuperação da restinga.
A maior parte está concentrada na recomposição da cobertura vegetal do Maciço Central de Vitória, em unidades de conservação como o Parque da Fonte Grande e o Parque Natural Municipal Vale do Mulembá, além das áreas de restinga ao longo das praias.
Nas áreas de Mata Atlântica, estão espécies como ipês, aroeiras, pata-de-vaca, pau-ferro, jequitibá-rosa, cedro e araçá. Na restinga, aparecem guriri, clúsia, ipomeia, pitanga, araçaúna, araçá e aroeira.
Parte desse trabalho chegou também às ruas. Aproximadamente cinco mil mudas de árvores foram destinadas a praças, parques urbanos, alamedas, canteiros, calçadas e vias públicas. O ipê-rosa está entre as espécies utilizadas.
Equilíbrio Climático
Em áreas densamente urbanizadas, a presença de árvores interfere diretamente no cotidiano: aumenta as áreas de sombra, favorece a infiltração da água no solo e contribui para reduzir o aquecimento das superfícies pavimentadas.
Na orla, a vegetação cumpre outra função. A restinga ajuda na estabilização das dunas e na proteção da faixa costeira, o que torna sua recuperação especialmente importante em uma cidade litorânea.
É essa combinação entre arborização das ruas e recuperação dos ambientes naturais que orienta as ações previstas para o Dia da Árvore.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Anderson Barbosa, a mobilização também ajuda a tornar visível um trabalho desenvolvido durante todo o ano: "O Dia da Árvore em Vitória deixa de ser apenas uma celebração simbólica para dar visibilidade às ações climáticas que já vêm sendo desenvolvidas. O plantio simultâneo coloca em evidência esse planejamento contínuo para ampliar a cobertura vegetal, proteger a população do calor extremo e preservar nosso patrimônio natural", afirma.
Educação ambiental
Os estudantes que participarão da mobilização já vêm trabalhando temas ligados à Mata Atlântica, restinga, unidades de conservação, arborização e qualidade ambiental.
Nos Centros de Educação Ambiental (CEAs), rodas de conversa também vão abordar questões relacionadas à realidade de cada região, como sombreamento, conforto térmico, proteção da orla e conservação dos ecossistemas.
No campo, os participantes receberão orientações técnicas sobre preparação do solo, posicionamento das mudas, adubação e tutoramento. Depois, as áreas continuarão acompanhadas com ações de rega e monitoramento.
Para o gerente de Educação Ambiental em exercício da Semmam, Idelvon Poubel, a experiência ajuda os estudantes a perceberem, na prática, como a conservação das áreas verdes se relaciona com a vida na cidade: "A Educação Ambiental alcança seu caráter transformador quando alia o conhecimento teórico à prática. Ao colocar a mão na massa, nossos estudantes compreendem que os cuidados com as árvores e os espaços verdes da cidade trazem benefícios compartilhados pela coletividade, como sombra, qualidade ambiental e proteção da orla", destaca.
Programação
As atividades começam às 8h30 nos sete prontos da cidade. Em cada local, uma unidade de ensino participará da ação, acompanhada pelas equipes ambientais.
• Parque Pedra da Cebola -- 8h30
Participantes: estudantes do Centro Educacional Charles Darwin, da Mata da Praia.
Mudas: espécies da Mata Atlântica.
• Praia de Camburi, próximo ao Monumento de Gratidão -- 8h30
Participantes: estudantes do Cmei TI Valdivia da Penha Antunes Rodrigues, de Santos Dumont.
Mudas: espécies de restinga.
• Revis Mata Paludosa -- 8h30
Participantes: estudantes da EMEF Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo, de Jardim Camburi.
Mudas: espécies da Mata Atlântica.
• Parque Horto de Maruípe -- 8h30
Participantes: estudantes do Cmei Sophia Musengny Loureiro, do bairro da Penha.
Mudas: espécies frutíferas e da Mata Atlântica.
• Bento Ferreira, na Rua Coronel Schwab Filho, próximo à Rede Gazeta -- 8h30
Participantes: estudantes do Cmei Cecília Meireles, de Monte Belo.
Mudas: espécies da Mata Atlântica.
• Parque Barreiros -- 8h30
Participantes: estudantes da Emef Orlandina D'Almeida Lucas, de São Cristóvão.
Mudas: espécies frutíferas e da Mata Atlântica.
• Parque Alfonso Pastore, na Mata da Praia -- 8h30
Participantes: estudantes do Cmei Marlene Orlande Simonette, do bairro República.
Mudas: espécies de restinga.
A mobilização é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por meio das gerências de Educação Ambiental e de Áreas Verdes, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Seme).
