Imprensa
Família Acolhedora: Praça de Jucutuquara é tomada por mobilização da Assistência Social
Publicada em
Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Os jardins da Praça de Jucutuquara estão coloridos com casinhas e guarda-chuvas confeccionadas pela equipe técnica, crianças e adolescentes do Serviço Família Acolhedora (SFA) de Vitória. A colocação das peças nos jardins faz parte da ação "Semeando Acolhimento, Cultivando Infâncias", organizada pelo SFA da Secretaria de Assistência Social de Vitória (Semas) com o propósito de mobilizar a sociedade para ampliar a rede de famílias acolhedoras cadastradas no município.
As crianças que produziram o material estão atualmente em acolhimento familiar ou em instituições do município, e desenvolveram o trabalho como forma de sensibilizar a sociedade para oportunizar acolhimento aos que necessitam de um lar temporário, habilitando-se para ser uma família acolhedora.
A ação também contou com distribuição de material informativo sobre o serviço e orientações para famílias interessadas em se cadastrar. O dia foi marcado ainda por apresentação do grupo de congo Juventudes de São Pedro conduzido pelo professor João Ifakorede e a participação de representantes dos serviços socioassistenciais da rede sócio do território de Jucutuquara.
Atualmente, na capital, 08 famílias estão cadastradas e 04 em processos de habilitação para o Serviço. Como o casal José Venâncio dos Santos Neto e Janaína Barcelos que são, pela segunda vez, uma família acolhedora. Na primeira vez, o casal recebeu uma menina de seis anos ficando com eles por nove meses até voltar ao convívio familiar. Há três semanas, a família abriu as portas da casa e preparou cada espaço para acolher uma menina de pouco mais de três anos de idade.
Janaína e Venâncio que têm três filhos, de 21, 14 e 6 anos de idade, deram um testemunho emocionado sobre o processo de ser uma família acolhedora. Janaína disse que a primeira pergunta que fazem ao casal é "mas e se vocês se apegarem?" Para este questionamento, ela contou que já tem a resposta pronta: "a gente recebe uma criança ou adolescente que precisa ser protegida naquele momento. Se teve vínculo é porque teve acolhimento, olhar com carinho individualizado que deu certo. Por mais que eu dê tudo, eles preferem ficar com a família de origem. Querem viver com tranquilidade juntos", disse.
O casal contou que as famílias têm que sentir a alegria de saber que a criança chegou na sua vida de um jeito e vai saindo de outro melhor, mais feliz, saudável, cresceu, desenvolveu e que potencializaram tudo isso. "A gente se dispõem a oferecer uma realidade de vida como a de qualquer outra criança ou adolescentes. Isso é muito gratificante", explicou.
A coordenadora do serviço, Cristiane Bronzoni, disse que cada casinha "plantada" na praça vai representar uma criança que precisa de um lar seguro enquanto aguarda o retorno à família de origem ou o encaminhamento à adoção. "Queremos que a população conheça esse trabalho e considere fazer parte dessa rede. O acolhimento familiar é um ato temporário, mas transformador", destacou.
A gerente de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Semas, Anacyrema Silva, área à qual o serviço está vinculado, comentou que a iniciativa fortalece a consolidação do direito social à convivência familiar, assegurando que o município ofereça um ambiente protetivo e estruturado para quem mais precisa de suporte, seja institucional ou familiar.
A secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scardua, enfatizou que a ação é fundamental para mobilizar a sociedade na garantia de direitos das crianças e dos adolescentes, consolidando a responsabilidade coletiva na proteção infanto-juvenil e na construção de caminhos para o desenvolvimento seguro de cada um deles.
Família Acolhedora
O Serviço é desenvolvido em parceria com a instituição Fé e Alegria Brasil e os Jesuítas Brasil. A ação conta com o apoio da rede socioassistencial do território de Jucutuquara e de parceiros do serviço.





