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Festival da Convivência garante alegria e integração para famílias do território de Nova Palestina
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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Para muitas famílias com crianças e adolescentes a chegada das férias é sinônimo de preocupação. No entanto, para aquelas cujos filhos frequentam as atividades nos Centros de Convivência de Vitória, o período é uma oportunidade de vê-los em segurança, se divertindo e participando de uma programação diversificada ao ar livre.
Um exemplo disso é o Festival de Convivência sediado pelo Centro de Convivência Nova Palestina na tarde desta quarta-feira. O evento reuniu crianças, adolescentes e famílias que frequentam o espaço de Conquista e o Centro de Referência da Juventude daquele território, além de outros moradores da região atraídos pelo clima de integração.
Entre os adolescentes estava Geisi Ellen Santiago, de 14 anos, que frequenta o local desde os seis anos de idade. Ela contou que o melhor de estar ali é a oportunidade de construir novos laços. Ela destacou que no espaço não existem rivalidades e que todos estão unidos pela convivência.
Na primeira fase do festival, 38 crianças e adolescentes se apresentaram para compor os times e se revezaram no campo de Nova Palestina. Outros se aglomeravam na arquibancada e ao redor do gramado para torcer pelos colegas, como fizeram Gabrielly Magalhães da Silva, de 12 anos, Arthur Marriel da Silva, de 11 anos, e Thiago Felipe Silva Braserrosa, também de 11 anos.
Gabrielly e Arthur participam das atividades em Nova Palestina. Para a menina, o espaço garante a oportunidade de brincar e aprender coisas boas. Ela afirmou que gosta de todas as atividades que envolvem bola, mas que aprendeu a gostar da capoeira e se sente muito bem no local.
Enquanto isso, Arthur, que jogava bola com o antigo colega de bairro, Thiago, fez uma pausa para listar os motivos que o fazem gostar do centro de convivência. O menino relatou que frequenta oficinas de dança e artes, onde se sente seguro, protegido e tem a chance de conhecer pessoas diferentes. Thiago estava no local aproveitando o período de férias para visitar a comunidade.
A dona de casa Elaine Souza Caetano, mãe de Kaio, de 14 anos, acompanhava o festival de perto na arquibancada. Ela explicou que sua presença não decorre de uma obrigação, mas sim da alegria em participar sempre que possível. A mãe declarou que sente gratidão e alívio por saber que o filho está em um ambiente seguro, protegido e feliz, aproveitando as férias longe das telas e aprendendo valores positivos.
Competição e diversão
Esse acolhimento reflete o objetivo do Festival. A educadora social Erika Vieira, idealizadora do projeto, contou que aproveitou o clima da Copa do Mundo para promover as competições de futebol na modalidade mista, formando times com meninos e meninas jogando juntos. Ela enfatizou que a proposta busca trazer mais crianças e adolescentes para a rede de proteção dos centros de convivência da cidade, promovendo a integração, a união e o sentimento de pertencimento ao espaço público.
O Centro de Convivência Nova Palestina sediou a abertura do festival, que terá mais duas etapas nos territórios de Joana D'Arc e Solon Borges. A grande final está marcada para setembro, em local que será definido pela organização.
A gerente de Serviços de Convivência da Secretaria de Assistência Social de Vitória
(Semas), Pamela Costa, destacou que o festival funciona como uma extensão do trabalho socioeducativo diário, essencial para garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a espaços de lazer seguro e desenvolvimento comunitário mesmo durante o recesso escolar.
A secretária de Assistência Social, Carla Scardua, completou afirmando que o fortalecimento dessas ações nos territórios consolida o compromisso da Assistência Social em oferecer atendimento integral às famílias, transformando o tempo livre em oportunidade de inclusão social e convivência comunitária.




