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Inovação: estudantes da capital iniciam formação em programação e robótica
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Por Acácio Rodrigues (aafrodrigueseira$4h064+pref.seme.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
As primeiras aulas do Projeto Corte de Lovelace já estão despertando a curiosidade e o entusiasmo de estudantes das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) Neusa Nunes Gonçalves, em Nova Palestina, e Prezideu Amorim, no Bonfim. Eles participaram das atividades inaugurais da iniciativa, que promove o aprendizado de programação, pensamento computacional e robótica de forma lúdica e acessível.
Desenvolvido pelo Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cefor) do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o projeto de extensão tem como objetivo aproximar crianças e adolescentes do universo da tecnologia, estimulando o interesse pela ciência, pela inovação e pelas carreiras tecnológicas desde os anos escolares. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Vitória (Seme), por meio do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), que acompanha as ações nas unidades participantes.
Ao longo da formação, os estudantes terão acesso a oficinas presenciais de pensamento computacional, programação e robótica, além de atividades práticas, materiais pedagógicos e jogos educativos que tornam o aprendizado mais dinâmico e envolvente. Embora tenha como foco principal incentivar a participação feminina nas áreas tecnológicas, o projeto também é aberto aos meninos.
Experiência enriquecedora
Para muitos participantes, o primeiro contato com a programação já foi suficiente para despertar o interesse por novas aprendizagens. Foi o caso da estudante Carolina Cordeiro, do 8º ano da Emef Prezideu Amorim.
"Estou gostando muito de participar. Tem sido uma experiência bastante interessante e enriquecedora. A primeira aula foi maravilhosa e apresentou a programação de uma forma leve e divertida. Fizemos uma atividade baseada em uma receita de bolo para aprender conceitos de pensamento computacional e programação. Foi fácil de entender, conseguimos acompanhar rapidamente e a dinâmica tornou o aprendizado muito mais interessante. Estou animada para as próximas aulas", contou.
Segundo a professora do Ifes e integrante do projeto, Márcia Gonçalves de Oliveira, a proposta vai além da aprendizagem técnica e busca ampliar os horizontes dos estudantes para áreas profissionais em constante crescimento.
"O Projeto Corte de Lovelace oferece uma formação inicial em tecnologia, permitindo que os estudantes tenham contato com áreas que estão em expansão, como programação, inteligência artificial e robótica. Nosso objetivo é abrir portas, despertar vocações e apresentar novas possibilidades de futuro para esses jovens", destacou.
Certificado
Além da experiência prática, os participantes poderão conquistar até seis certificações emitidas pelo Ifes ao longo da formação, fortalecendo o currículo e incentivando a continuidade dos estudos na área tecnológica.
A professora de Ciências Lorraine Garcia Silva dos Santos também acompanha as atividades e destaca a importância da iniciativa para ampliar o acesso das meninas às áreas de tecnologia.
"Vejo o projeto como uma oportunidade de aprendizado para todos nós. Mesmo tendo alguma experiência com programação e análise de dados, acredito que conhecer melhor os fundamentos amplia muito o conhecimento. Além disso, considero extremamente importante mostrar às meninas que elas pertencem a esse universo. Muitas vezes, quando falamos sobre tecnologia e programação, os meninos já demonstram familiaridade com o tema, enquanto muitas meninas ainda não tiveram esse contato. O projeto ajuda a quebrar essa barreira e mostra que elas também podem ocupar espaços de destaque nessas áreas", afirmou.
Com a chegada do Projeto Corte de Lovelace às escolas da rede municipal, os estudantes passam a ter acesso a conhecimentos cada vez mais presentes no cotidiano e no mercado de trabalho. Mais do que aprender programação e robótica, eles têm a oportunidade de desenvolver novas habilidades, ampliar perspectivas e descobrir que a tecnologia também pode ser um espaço de criação, protagonismo e transformação.
