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Combate à dengue: prevenção deve ser reforçada no Verão
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Por Giovana Rebuli Santos (girsantoseira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Com a colaboração de Thyago Oliveira
O Verão é marcado por altas temperaturas e períodos frequentes de chuva, condições que favorecem o aumento dos casos de dengue e de outras arboviroses, como zika e chikungunya. No Brasil e em outros países de clima tropical, esse crescimento costuma atingir seus maiores índices entre o fim de um ano e o início do ano seguinte.
A bióloga da Vigilância Ambiental (CVSA) de Vitória, Lívia Marini Palma, explica que, durante o verão, as condições climáticas, como temperaturas elevadas e maior instabilidade atmosférica, favorecem períodos de chuvas mais frequentes, o que exige atenção redobrada para a eliminação de água parada.
A partir dos meses de setembro e outubro, as temperaturas começam a subir e o calor acelera o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti. Esse cenário favorece o rápido desenvolvimento dos ovos e intensifica a atividade dos mosquitos, ampliando o risco de transmissão viral.
"Com mais chuvas, há uma maior chance de acúmulo de água parada. A água da chuva pode ficar acumulada em vasos e pratos de plantas, pneus, calhas, lixos descartados em locais descobertos e impróprios, dentre outros. Esses depósitos servem como verdadeiros criadouros para o mosquito depositar seus ovos e proliferar", complementa.
Sintomas
Segundo a enfermeira e referência técnica em arboviroses na Vigilância Epidemiológica, Aline de Sousa Areias, a dengue é uma doença que representa um importante desafio para a saúde pública. Por isso, a eliminação de criadouros do mosquito é a principal forma de prevenção.
"A população deve manter os recipientes que acumulam água devidamente fechados, realizar a limpeza regular de calhas e ralos e descartar corretamente materiais ou objetos que não servem mais. A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória (Semus) reforça também a atenção aos sintomas e a busca imediata por atendimento são fundamentais para reduzir complicações e óbitos pela doença", ressalta.
Sintomas
- Febre alta;
- Dor de cabeça intensa;
- Fraqueza ou cansaço extremo;
- Dor muscular e dor nas articulações;
- Náuseas e vômitos;
- Exantema (manchas avermelhadas na pele).
Sinais de alerta para gravidade da doença
- Dor abdominal intensa e contínua;
- Vômitos persistentes;
- Sangramentos espontâneos (gengival, nasal, urinário ou intestinal);
- Sono excessivo, irritabilidade ou confusão mental;
- Tontura ou sensação de desmaio, entre outros.
A qualquer sintoma suspeito de dengue, procure imediatamente a sua Unidade de Saúde de referência para avaliação clínica e o acompanhamento adequado.
Fumacê
A Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza, em todos os meses do ano, a aplicação espacial de inseticida, conhecido como "fumacê", nos bairros da cidade, com o objetivo de intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti.
Os roteiros do fumacê são programados pelo Centro de Vigilância em Saúde Ambiental de Vitória (CVSA) e podem ser conferidos no Portal da PMV, na página Combate ao Mosquito. O cronograma de janeiro/26 já está disponível!
A Prefeitura de Vitória também disponibiliza o acompanhamento em tempo real do trajeto do fumacê, permitindo que a população acompanhe a circulação do serviço pelos bairros. Todos esses roteiros podem ser acompanhados na página Monitoramento do Fumacê.
Segundo o Ministério da Saúde, 80% dos focos de mosquitos são encontrados em residências. Por isso, é necessária a participação de toda a população no combate ao mosquito. Confira aqui o checklist com dicas de combate aos focos do mosquito em sua residência.
Agentes de Combate às Endemias (ACE)
Para o controle do mosquito Aedes aegypti , são realizadas visitas domiciliares periódicas pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE) em todos os imóveis do município, incluindo residências, estabelecimentos comerciais, lotes e terrenos.
Durante essas visitas, os agentes identificam e eliminam criadouros do mosquito e, quando a eliminação não é possível, realizam o tratamento dos recipientes com larvicidas, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas em mosquitos adultos.
Além das ações de controle, os ACEs orientam e instruem os munícipes sobre medidas preventivas e boas práticas no cuidado com os imóveis, reforçando a importância da participação da população na redução do risco de proliferação do vetor.
O munícipe também pode solicitar visita de um Agente através do 156.

