Nesta quinta-feira (19), um grupo de adolescentes atendidas na Casa Rosa foram levadas pelos profissionais do serviço para um piquenique no Parque Pedra da Cebola. O passeio foi uma forma lúdica de fortalecer o vínculo entre elas, com o serviço e com a cidade.
Na oportunidade, a equipe fez dinâmicas divertidas para trabalhar a importância do trabalho em grupo e conversou sobre o "Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual Infantil", celebrado no dia 18 de maio, reforçando que é possível, depois de momentos difíceis, dar novos significados à vida.
"Como na metáfora da borboleta, que depois de passar por um momento de metamorfose, onde ela entra como lagarta, fica presa num casulo, feia, por um tempo que pode demorar, mas depois sai como borboleta, bonita, muitas vezes colorida. E nesse sentido, nós esperamos que essas adolescentes sejam felizes, autônomas e donas de suas próprias vidas", declarou a diretora da Casa Rosa, Clicia Dora Rocha da Silva.
As adolescentes elogiaram o serviço e o carinho da equipe. "Pra mim é satisfatório acordar cedo e ir pra Casa Rosa, onde todos são sempre atenciosos, incríveis. Admiro muito isso. Agradeço pelo piquenique, pelas conversas, por poder conhecer as meninas do grupo e sentir que todos estamos nos ajudando", conta T., de 17 anos.
A adolescente B., de 14 anos, também declarou o quanto o serviço é importante pra ela. "O trabalho que vocês estão fazendo com a gente é muito legal. Eu era muito mais fechada. Além disso, depois dos nossos encontros na Casa Rosa eu saio me sentindo mais leve e mais feliz", concluiu.
Grupo de Adolescentes
Há aproximadamente três meses, cerca de 10 adolescentes, atendidos na Casa Rosa, se reúnem quinzenalmente com profissionais do local para esta modalidade de atendimento, que busca fortalecer o protagonismo e a autonomia desses jovens. Assim, o grupo se torna uma rica fonte de estímulo para que esses adolescentes descubram suas habilidades e sintam-se encorajados a realizarem seus sonhos.
No grupo, os temas são livres e escolhidos pelos jovens que já aproveitaram o espaço para falar e tirar dúvidas sobre vários assuntos como educação, sentimentos, saúde sexual, dentre outros.
Foto Divulgação
Além disso, por serem adolescentes, muitas vezes, o lúdico faz parte desses encontros, como conta a diretora Clícia Dora Rocha da Silva. "Na época da Páscoa, fizemos uma dinâmica de caça ao tesouro, onde a cada pista encontrada eles precisavam conversar com um profissional da Casa e responder sobre temas relacionados à saúde do adolescente, como mudanças no corpo, menstruação, sexualidade, diversidade, etc. Assim, eles circularam pela Casa, interagiram com todos, participaram bem da dinâmica, praticando a autonomia e o protagonismo que temos estimulado no grupo", explicou.
Para participar desse grupo de adolescents é preciso estar em acompanhamento no serviço e a equipe técnica faz a indicação.
Atendimento
A Casa Rosa atende pessoas em todos os ciclos de vida e suas famílias, que estejam vivenciando situação de violência sexual, física, psicológica, negligências crônicas, dentre outras. Ela foi ambientada de maneira acolhedora e humanizada e tem a borboleta como símbolo, fazendo analogia a metamorfose, visando a transformação na vida das pessoas.
O serviço funciona de segunda a sexta-feira, da 8h às 17h, por livre demanda ou agendamento programado.
Os encaminhamentos também podem ser realizados por unidades de saúde, delegacias, escolas, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Conselho Tutelar, Ministério Público e outros serviços.
A Casa Rosa está localizada na Rua Hermes Curry Carneiro, nº 360, Ilha de Santa Maria.Telefone: (27) 3332-3290.