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Guarda de Vitória detém homem que ameaçou mulher com facão

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Por Guilherme Trindade (gotrindadeeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


A Guarda Civil Municipal de Vitória deteve um homem de 40 anos, que ameaçou a companheira com um facão, na tarde desta terça-feira (28). Apesar de morarem juntos, o suspeito já havia sido alvo de medida protetiva em 2024.

A equipe de guardas municipais foi acionada após uma denúncia via Ciodes-190. A ocorrência relatava que a mulher havia sido ameaçada pelo companheiro dentro de casa. Sob efeito de álcool e drogas, ele acusou a mulher de esconder o celular dele e ameaçou ela com um facão. Ela relatou que correu até o quarto, se trancou e ligou para o 190. O homem fugiu, mas os guardas rapidamente chegaram ao local.

"Nós realizamos buscas nas proximidades da residência, até que localizamos o indivíduo com as características descritas. Tentamos abordá-lo dando ordem de parada, mas ele não obedeceu, sendo necessário o uso progressivo da força", relata o inspetor Ronaldo.

O suspeito foi então detido, transportado para a Delegacia Regional de Vitória, enquanto resistia durante o trajeto, e apresentado à autoridade competente.

Após a detenção, os guardas municipais entraram em contato com o Ciodes para localizar a vítima. "Ela estava trancada dentro de sua resistência, com medo de sair e se deparar com o suspeito. Ao tomar conhecimento da detenção, ela foi seguramente transportada em uma viatura até a delegacia, onde prestou depoimentos", descreve Ronaldo.

A vítima afirmou às autoridades competentes que convive com o agressor e que já havia sido ameaçada e agredida fisicamente em diversas ocasiões.

_Medida Protetiva_

Em maio de 2024, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência contra o agressor, ordenando que mantenha distância mínima de 500 metros da vítima e proibindo qualquer tipo de contato com ela, seus familiares e testemunhas, por qualquer meio de comunicação.

A vítima foi incluída no Programa Patrulha Maria da Penha, que realiza o acompanhamento de casos de violência doméstica e reforça a fiscalização do cumprimento das medidas judiciais.

No mandado expedido pela 9ª Vara Criminal de Vila Velha, ela relatou que, após discussão acerca do uso dos entorpecentes, o homem tentou agredi-la com um pedaço de madeira, sendo impedido por outra pessoa.

As medidas têm caráter protetivo e não são automáticas por tempo indeterminado, podendo ser mantidas conforme a necessidade e mediante manifestação da vítima, que deve informar à Justiça sobre a continuidade da situação de risco.

A comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves , reforça a importância desse acompanhamento: "É fundamental que as mulheres entendam que as medidas protetivas não são eternas. A manifestação da vítima após o fim do mandado é essencial para que a Justiça avalie a necessidade de continuidade. Por isso, é importante manter o contato com os órgãos de proteção e não deixar de buscar apoio sempre que necessário."