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Pesquisa do Procon Vitória revela variação de quase 300% nos preços de material escolar
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Por Deyvison Longui (dlbatistaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
A pesquisa de preços de material escolar realizada pelo Procon Vitória, divulgada nesta terça-feira (13), identificou diferenças expressivas nos valores cobrados por produtos idênticos em papelarias da capital. Em alguns casos, a variação entre o menor e o maior preço chegou a 297,99%, reforçando a importância de o consumidor pesquisar antes de comprar.
O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 8 de janeiro deste ano, de forma presencial, por servidores do Procon Municipal de Vitória. A pesquisa analisou 30 itens de material escolar, com mesmas marcas e especificações, em quatro estabelecimentos comerciais localizados em diferentes regiões da cidade: Castorino Santana, Gecore, Lápis & Borracha e Plastifik.
Entre os produtos pesquisados estão itens básicos como apontador, borracha, cadernos, canetas, lápis, cola, giz de cera, papel sulfite, pasta, régua e tesoura.
Diferença de preços
O item com maior variação foi a caneta esferográfica 0.7 mm, encontrada por preços que vão de R$ 2,99 a R$ 11,90, uma diferença de quase quatro vezes entre estabelecimentos. Outros produtos também apresentaram oscilações significativas: Lápis preto grafite: variação de 150%, com preços entre R$ 0,80 e R$ 2,00; Caderno brochura: variação de 108,86%, custando de R$ 7,90 a R$ 16,50; Giz de cera: variação de 86,33%, com valores entre R$ 6,95 e R$ 12,95.
Veja aqui os dados da pesquisa realizada pela Procon Vitória.
Segundo o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, os números reforçam o papel do Procon na defesa do consumidor. "Essa pesquisa é uma ferramenta essencial para garantir transparência e orientar as famílias no planejamento financeiro. Em um período como o início do ano letivo, cada economia faz diferença no orçamento doméstico", destacou.
Comparação com 2025
O estudo também comparou os menores preços de 28 itens comuns às pesquisas de 2025 e 2026. O resultado aponta que itens de material escolar teveram aumento de 15,56%, passando de R$ 272,53 para R$ 314,94, percentual bem acima da inflação oficial de 2025, medida pelo IPCA, que foi de 4,26%.
O maior aumento registrado, nessa comparação, foi no apontador de lápis com depósito, que teve alta de 142,11%. Já a maior redução de preço foi observada no lápis preto grafite, com queda de 46,67% em relação ao ano anterior.
Para o gerente do Procon Vitória, Breno Panetto, o cenário exige atenção redobrada dos consumidores. "Os dados mostram que pesquisar não é mais uma opção, é uma necessidade. Em alguns casos, a falta de comparação pode fazer o consumidor pagar quase três vezes mais pelo mesmo produto", alertou.
O que as escolas podem pedir e o que é proibido
O Procon Vitória orienta que escolas só podem exigir materiais de uso individual e pedagógico, proibindo itens de uso coletivo (como produtos de limpeza, papel higiênico, giz, pincéis), exigência de marcas ou locais de compra específicos, e cobrança de taxas de material escolar ou condicionar matrícula ao pagamento dela, bem como exigir quantidades muito grandes, pois o material deve ser para uso individual e o excedente pode ser entregue parceladamente ao longo do ano.
Orientações
Em caso de dúvidas ou problemas, o Procon Vitória está disponível para orientar e intermediar conflitos, tanto de forma presencial, na Casa do Cidadão (Avenida Maruípe, 2544, Itararé), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, quanto pela internet, na página do Procon Vitória, ou pelo app Procon Vitória (App Store e Google Play).
Recomendações do Procon Vitória
- Antes de realizar novas aquisições, é fundamental verificar quais itens podem ser reutilizados do ano anterior, como mochilas, estojos, cadernos e lápis em bom estado de conservação;
- Os consumidores devem comparar valores em diferentes lojas físicas e plataformas on-line, aproveitando para negociar descontos, especialmente em compras à vista ou em grupo;
- As escolas estão proibidas de exigir marcas específicas ou indicar estabelecimentos exclusivos para a compra dos materiais. Também não é permitido incluir na lista itens de uso coletivo, como produtos de limpeza e higiene;
- Considerar a relação entre qualidade, peso e preço dos produtos escolhidos;
- Verificar a procedência, validade e o estado de acondicionamento dos produtos, garantindo que estejam em boas condições de uso;
- Aproveitar condições promocionais, mas avaliar se o desconto é vantajoso e atende às necessidades reais;
- Planejar as compras, evitando aquisições por impulso que possam comprometer o orçamento.



