Conscientes da importância de falar sobre cultura e tradição , as equipes que atuam nos Serviços de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos (SCFV) nos 21 Centros de Convivência (CC) de Vitória estão organizando ações e percorrendo todas as unidades de atendimento para falar de forma lúdica sobre cultura, história e valorização da identidade dos povos.
Assim foi na tarde da última quarta-feira (14), no Centro de Convivência Andorinhas, quando aproximdamente 50 crianças, adolescentes e pessoas idosas, participantes de atividades no espaço e também no Centro de Convivência Bonfim. A ação faz parte do Verão da Convivência e vem agradando aos munícipes que frequentam o grupo na unidade.
Entre os participantes, Venância Dias, de 65 anos. Ao lado das amigas, ela narrou como se sentia participando das atividades. "Gosto de bagunça, de estar junto das pessoas e de aprender coisas é maravilhoso. E aqui é uma bênção. Estar aqui é muito bom sempre. O Centro de Convivência é minha vida. É onde convivo, tenho amizades e me sinto animada". Amo as aulas de artes, crochê. Quando estou fazendo crochê parece que estou em outra dimensão. Me sinto leve e feliz. Aqui, aprendi também a costurar", garantiu.
As irmãs Marina Siabra Higidio, 73, e Maria de Lourdes, 83, também esboçaram sorrisos largos e deixaram transparecer a animação ao soar dos tambores do congo e do samba, na apresentação feita pelos educadores sociais Diego Santos, Talitha Santos e Hana Figueiredo, que falaram sobre as tradições e da cultura capixaba.
"Tem sido uma experiência desafiadora, já que é a primeira vez em que se debate a cultura capixaba em todos os territórios. Não há momento melhor para trazer esta temática, despertar o sentimento de pertencimento dentro dos territórios", comentou aja educadora Hana.
Ela acrescentou que este movimento tem servido, inclusive, para que ela se aproprie do conhecimento. "Sou da Bahia. Cheguei, em Vitória, há pouco mais de três meses e mesmo sendo de um estado ao lado não conhecia as tradições culturais capixabas. Isso demandou um estudo intenso. Este é um estado que, acima de tudo acolhe quem vem de fora", elogiou a educadora social.
Ayslan Ribeira de Jesus, de 14 anos, que participa de atividades no Projovem no Centro de Convivência Bonfim, disse que antes de entrar para o Projovem ficava em casa "sem fazer nada". "Agora, estou aqui num lugar seguro, divertido, onde adquiro novos conhecimentos", garantiu ele. Por falar em novos conhecimentos, o adolescente afirmou que foi "muito legal adquirir conhecimento sobre a história capixaba. Recebi novas informações. No Centro de Convivência, recebi novos conhecimentos até de como me comportar, como fazer amizades", contou.
A gerente de Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de Vitória, Cristina Silva, revelou que a proposta de trabalho segue diretrizes, trabalhando a preservação e valorização da identidade dos povos. "Cada região possui peculiaridades que devem ser conhecidas e transmitidas de geração em geração, garantindo assim a continuidade de uma história agregando novos personagens", considerou ela.
A secretária de Assistência Social de Vitória, Soraya Mannato, acrescentou que vê com muito orgulho o trabalho desenvolvido nos SCFV de Vitória devido ao seu papel fundamental, proporcionando um conjunto diversificado de atividades que trazem as potências da cidade, em cada território e ainda possibilitando encontros intergeracionais.
"É mais um serviço socioassistencial que garante a segurança do convívio entre diferentes pessoas, de diferentes territórios, idades e conhecimentos, sendo mais uma oportunidade para a população se conectar, aprender novas habilidades e se apoiar mutuamente", disse a secretária.