Vitória passou a contar com a Unidade de Acolhimento Transitório Adulto (UAA), um serviço voltado à oferta de acolhimento e cuidados contínuos a pessoas com uso problemático de álcool e outras drogas, em situação de vulnerabilidade social e/ou familiar. O espaço garante acompanhamento terapêutico e protetivo durante o tratamento em saúde mental, álcool e outras drogas realizado no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) do município.
O serviço, pioneiro no Espírito Santo, é composto por duas unidades - uma masculina e uma feminina - e tem como objetivo fortalecer o cuidado integral, garantindo proteção social e condições adequadas para a continuidade do tratamento. "É uma oportunidade de ressignificar a vida, de trilhar um novo caminho e chegar a um novo destino. Essa Unidade de Acolhimento Transitório adulto, masculina e feminina, reafirma e materializa o nosso compromisso em gerar oportunidades na vida das pessoas", destacou o prefeito de Vitória.
A secretária de Saúde da capital, Magda Lamborghini, ressaltou que Vitória se soma a um grupo ainda restrito de municípios brasileiros que ofertam esse tipo de serviço. "Em todo o Brasil, há cerca de 80 Unidades de Acolhimento implantadas, e Vitória é pioneira no Espírito Santo. A implantação da Unidade de Acolhimento Adulto representa um passo fundamental para garantir proteção social a pessoas em situação de vulnerabilidade social e familiar decorrente do uso prejudicial de álcool e outras drogas. O serviço oferece acolhimento provisório, estrutura e um ambiente seguro para que o tratamento em saúde seja efetivo, especialmente para aqueles que desejam enfrentar a dependência química", afirmou.
Funcionamento da UAA
Cada unidade - masculina e feminina - disponibiliza 15 vagas e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em caráter residencial provisório. O acolhimento é destinado a adultos por um período de até seis meses, com acesso realizado exclusivamente por meio do Caps AD.
"A UAA tem como foco a reinserção social e familiar e o fortalecimento da autonomia dos usuários acolhidos. O tratamento para o uso prejudicial de álcool e outras drogas ocorre no Caps AD, enquanto as necessidades de moradia temporária e proteção são garantidas pela Unidade de Acolhimento. Os dois serviços atuam de forma integrada e articulada com outras políticas públicas, ampliando o cuidado necessário", explicou Rodrigo Scarabeli, referência técnica em Saúde Mental.
No local, os usuários recebem acompanhamento psicossocial voltado ao fortalecimento do protagonismo, da autonomia e dos vínculos familiares e comunitários, além de ações individuais e coletivas de cuidado em saúde.
Entre os principais resultados esperados com a implantação do serviço estão a redução de situações de vulnerabilidade social e risco pessoal associadas ao uso de substâncias psicoativas, a diminuição de recaídas graves e do abandono do tratamento, o fortalecimento do vínculo com a rede de saúde e serviços intersetoriais, a prevenção de agravos à saúde física e mental e o favorecimento da reinserção familiar, social e da autonomia das pessoas acompanhadas.