ção do Peti de conscientização sobre o combate do trabalho infantil.
A Secretaria de Assistência Social (Semas) de Vitória apresentou, na manhã desta terça-feira (24), um balanço das ações desenvolvidas pelas equipes da Proteção Social Especial de Média Complexidade (GMC) voltadas para um "Verão sem Trabalho Infantil".
Nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro foram feitas, ao todo, 22 ações de abordagem social, com a sensibilização de aproximadamente 650 pessoas. O trabalho ocorreu nos finais de semana (sexta a domingo), acompanhando a programação da Arena de Verão da PMV, que esteve montada na Orla de Camburi.
De acordo com o relatório apresentado pela Semas, a ação se estendeu também para a região da Praia da Curva da Jurema, onde foi registrado aumento significativo no fluxo de pessoas nesse período do ano. Por lá, foram alcançadas mais de 200 pessoas, entre munícipes e comerciantes. Com as equipes focadas na observação ativa dos espaços públicos e na identificação de situações que demandassem orientação, intervenção ou encaminhamento, foram registradas situações de trabalho infantil envolvendo 07 crianças/adolescentes, principalmente, em mendicância e vendas.
A gerente de Proteção Social Especial de Média Complexidade, Fabíola Calazans, explicou que todo trabalho foi feito em caráter preventivo e protetivo. "Esta ação é intensificada neste período de maior fluxo do turismo e de ocupação dos espaços públicos no município.
Durante as ações, a equipe do Serviço de Abordagem Social (Seas) realizaram abordagens sociais junto a crianças, adolescentes, famílias, comerciantes e frequentadores da orla. O trabalho envolveu diálogo, orientação sobre os prejuízos do trabalho infantil para o desenvolvimento físico, emocional e educacional e sensibilização quanto ao direito ao brincar, à convivência familiar e comunitária e à proteção integral.
A coordenadora do Serviço de Abordagem Social (Seas), Luciana Gatti, comentou que a proposta foi construída a partir da análise conjunta das equipes do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e do Seas, que identificaram a necessidade de fortalecer ações específicas de prevenção ao trabalho infantil durante a alta temporada.
"Com o aumento do comércio informal e da circulação de turistas, cresce também o risco de exposição de crianças e adolescentes a situações de trabalho precoce e outras violações de direitos", acrescentou ela.
A coordenadora do Seas informou que, nos casos em que são identificadas situações de violação de direitos, são feitos os devidos encaminhamentos à rede de proteção do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e aos demais serviços da rede intersetorial, garantindo acompanhamento e suporte adequados.
"Mais do que uma ação pontual, o projeto fortalece a corresponsabilidade social, envolvendo a comunidade na construção de uma cultura de cuidado e proteção à infância", afirmou a coordenadora Luciana Gatti.
A população também pode colaborar denunciando situações de trabalho infantil por meio dos canais oficiais, como o Disque 100 ou o 156 da Prefeitura de Vitória. A participação de todos é essencial para assegurar que crianças e adolescentes vivenciem a infância de forma plena, segura e protegida.