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Mês delas: mulheres são maioria na Assistência Social e trabalho tem reconhecimento nacional

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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Erradicação da pobreza
  • Trabalho decente e crescimento econômico
  • Redução das desigualdades
  • Paz, justiça e instituições eficazes

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Equipe da Gerência de Média Complexidade
Equipe da Gerência de Média Complexidade.

De acordo com o Censo do Sistema Único de Assistência Social (Suas), as mulheres são maioria na sua força de trabalho. Em Vitória, elas são 75% da força de trabalho em atuação na Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), ocupando todo o primeiro escalão. Também são maioria no segundo nível (de gerência) e, ocupam quase a totalidade, dos cargos de coordenação. 

Nesse último, por exemplo, o destaque vai para as equipes femininas que vêm se consolidando à frente das coordenações dos Centros de Referência para Pessoa em Situação de Rua (Centro Pop) e, ganhando visibilidade até no maior site de busca do mundo, o Google. Nele, a gestão feminina dos Centros Pop em Vitória é apontada, inclusive, como referência, ao lado das ações em Blumenau (SC).

Vitória é o único município capixaba que possui duas unidades de Centro Pop, a do Centro e a Continental, que funcionam como porta de entrada para adultos em situação de rua da rede da proteção social especial, tendo como finalidade principal a acolhida imediata deste público.

Os dois Centros Pop tem capacidade de atendimento para 200 pessoas por dia cada um, ofertam quatro refeições (café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar).

Além da alimentação, são ofertadas atividades direcionadas ao desenvolvimento de sociabilidades, tendo em vista o fortalecimento de vínculos interpessoais e familiares, que proporcionem a construção de novos projetos de vida, bem como mantém salas de aulas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e desenvolvidas parcerias para inserção no mundo do trabalho.

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Da esquerda para direita- Fernanda Ferreira , Danielli Solano, Elizabeth Bretas e Fabíola Calazans
Da esquerda para direita- Fernanda Ferreira , Danielli Solano, Elizabeth Bretas e Fabíola Calazans.

Para quem está no dia a dia na gestão e execução dos serviços da Proteção Social Especial (PSE), a subsecretária Carla Scardua, comenta que a presença feminina representa a força e a sensibilidade para lidar com as complexidades das violações de direitos.

A gerente de PSE de Alta Complexidade Anacyrema Silva, ser mulher em atuação no SUAS significa exercer cuidado, liderança e compromisso diário com a proteção e a dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Na avaliação da gerente de Média Complexidade, Fabíola Calazans, o potencial feminino é materializado nas entregas de ações a esta população. "Por meio da complementaridade das políticas públicas protetivas, impulsionadoras, integrais e potentes", destacou ela.

A Coordenadora geral dos Centros Pop, Fernanda Ferreira, destacou o papel fundamental das lideranças femininas no atendimento à população em situação de rua. "A presença de mulheres em cargos de decisão e na linha de frente humaniza o acolhimento e fortalece as estratégias de cuidado, garantindo um olhar mais sensível às vulnerabilidades específicas de quem vive em extrema desproteção social", destacou ela.

Danielle Solano, coordenadora do Centro Pop Centro, comenta que estar a frente em um serviço em que mulheres correspondem a 51% das vítimas de violência contra pessoas em situação de rua no país mesmo sendo minoria dentro dessa população contribui e, muito, para que as munícipes sintam-se ainda mais confortáveis para abordar temas mais sensíveis relacionados à vivência nas ruas.

Já Elizabeth Bretas, coordenadora do Centro Pop Continental, disse que os desafios são enormes, mas as equipes femininas são respeitadas em seu trabalho, conseguindo resultados positivos com o grupo participante das atividades naquele espaço.

Para a secretária de Assistência Social, Soraya Mannato, a força de trabalho das mulheres tanto no Sistema Único de Assistência Social (Suas) quanto no Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) tem sido executado com excelência ao longo dos anos.

"A gente sabe que estudos apontam que a "feminização" dessas áreas reflete desigualdades de gênero mais amplas. Mas nós sabemos da potencialidade e capacidade feminina de atuar na área que ela quiser. E, aqui, usamos a favor dos indivíduos e famílias que buscam os serviços socioassistenciais de Vitória. A gente tem uma equipe com alta performance e excelência que busca todos os dias desenvolver um trabalho que traz resultados sociais que transformam a realidade de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidades", enfatiza a secretária.