Jovens e famílias usam criatividade, transformam roupas e realizam desfile
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Por Manu Romeiro, com edição de Andreza Lopes
Foto Divulgação
Desfile no Cajun Sólon Borges.
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Desfile no Cajun Sólon Borges.
Jovens e famílias da região Continental de Vitória usaram a criatividade e diferentes materiais para criar looks e ressignificar peças de roupas. E o resultado dessa iniciativa, batizada de projeto "Modelart", foi um desfile lindo de moda reciclada, que contou com a presença de 20 modelos e a participação aproximadamente 70 pessoas.
O desfile aconteceu na tarde da última quinta-feira (29), no Cajun de Sólon Borges, em Vitória, e envolveu moradores atendidos por diferentes serviços da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).
"Nossas equipes trabalham de forma a fortalecer os vínculos familiares e comunitários. Essas atividades que reúnem a comunidade e diversos serviços públicos têm um potencial incrível", ressalta a secretária municipal de Assistência Social, Cintya Silva Schulz.
Luz na passarela
Durante o desfile, entraram na passarela: pessoas com deficiência (PCDs) e também jovens, adultos e idosos atendidos no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Continental; no Cajun de Sólon Borges; no ProJovem; e no Centro de Convivência para a Terceira Idade (CCTI) de Maria Ortiz.
Rafaela Souza Santos, de 30 anos, é uma das moradoras atendidas no Cras Continental. Ela aprovou a experiência de desfilar pela primeira vez. O look foi composto por calça e blusa, elaborado com um elemento bem diferente: o papel. "Foi moleza! Se tiver de novo, eu desfilo", contou sorridente.
Letíccia Resende Lopes, de 17 anos, participa do ProJovem e também gostou de ser modelo e estilista, mesmo que por um dia. "Foi meu primeiro desfile e a roupa foi eu que fiz. Ficou linda, com tirinhas e cheia de brilho", contou orgulhosa.
Apesar da boa experiência, Letíccia não pretende investir na carreira de modelo, pelo menos por enquanto. "Quero terminar meus estudos", diz a jovem, determinada.
Figurinos
Toda a concepção das peças do desfile foi feita pelos participantes do projeto "Modelart" e respeitou o gosto e o jeito de ser de cada um.
"Demos um novo sentido às roupas, sempre respeitando o gosto e a particularidade de cada um, durante o processo de criação. Foram ressignificados vestidos, camisas, shorts, entre outras peças. Por exemplo: uma blusa virou vestido!", explica o educador social Jorge Mayko Brandão Cruz.
O desfile foi aberto à comunidade e contou com a participação de jovens do ProJovem e também de pessoas com deficiência, além de famílias atendidas no Cras.
"Foi maravilhoso! As roupas foram todas recicladas. Foi um momento de falar de reciclagem e da sua importância para o meio-ambiente", contou a assistente social Katiucia Santana Azevedo.