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Mucane abre exposição de fotos sobre os quilombolas do Espírito Santo

Publicada em | Atualizada em

Por Suzana Tatagiba, com edição de Deyvison Longui

Com a colaboração de Bartolomeu Freitas


Sandro José da Silva/Divulgação
Exposição: O corpo da luta
A mostra reúne 120 fotografias de um acervo originado de um trabalho feito durante oito anos junto às comunidades quilombolas

Nesta quarta (12), a partir das 19h, o Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas abre a exposição “O corpo da luta: a experiência quilombola no Espírito Santo”, com fotografias de Sandro José da Silva, Domingos Firmiano e Bianca Blandino.

A mostra reúne 120 fotografias de um acervo originado de um trabalho dos fotógrafos realizado durante oito anos junto às comunidades quilombolas do Espírito Santo.

Além de acompanhar cronologicamente o cotidiano dos quilombolas, a exposição também retrata temas como trabalho, mulheres, manifestações políticas e organização política das comunidades.

Com a curadoria de Selma dos Santos Dealdina e expografia de João Pedro Gatti, a exposição também abre espaço para a oralidade dos quilombolas por meio de conversas, debates e mostra de filmes.

A entrada é gratuita, e a mostra ficará aberta ao público até 13 março, sempre das 9 às 17 horas. O Mucane é vinculado à Secretaria Municipal de Cultura (Semc).

Corpo como identidade

Toda a mostra está contextualizada a partir do cotidiano das vilas quilombolas, e da luta pela vida do povo quilombola, como conta o texto exposto no próprio folder do evento?

“O corpo quilombola carrega as marcas da sua história. Sua origem e seu destino estão entrelaçados pelo dia a dia da vida, das lutas, das vitórias e desafios. O corpo é a identidade quilombola”.

“Os quilombolas no Espírito Santo manifestam suas crenças e seus direitos por meio do corpo. A memória dos ancestrais é incorporada na alegria e nas lutas contra a injustiça”.

“O corpo está ali, sempre nos lembrado de sua vitalidade. As entonações dos cantos, ladainhas, versos e brincadeiras constroem uma comunidade afetiva, unida pela experiência comum. As mãos habilidosas e carinhosas fazem o beiju e tiram o azeite de dendê para alimentar o corpo e a alma”.

“Esta experiência é compartilhada nos gestos, nas falas ou simplesmente na cumplicidade de quem sabe sua origem comum. De quem reconhece o tempo ao olhar a palma das mãos.

“Mas este corpo que festeja também reivindica seus direitos. Ele ocupa plenários, as ruas, os eventos políticos e as marchas por direitos. Este é um corpo que construiu os significados da liberdade pela persistência em que cresce e se transforma. O corpo da luta”.

Serviço:
Exposição de fotografias “O corpo da luta: a experiência quilombola no Espírito Santo"
Quando: Abertura nesta quarta-feira (12), a partir das 19 horas.
Onde: Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane), avenida República, 121, Centro.
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas.
Contato: (27) 3132-8351.