A manhã desta terça-feira (27) foi marcada por informação, orientação e diálogo sobre os direitos das mulheres na feira livre do bairro República. A ação, promovida pela Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho (Semcid), levou materiais educativos e conversas diretas para os frequentadores sobre como reconhecer e enfrentar diferentes formas de violência contra a mulher.
Durante a atividade, que aconteceu entre os corredores da feira, equipes da Gerência de Proteção à Mulher abordaram mulheres que passavam pelo local, distribuíram panfletos informativos e esclareceram dúvidas sobre os serviços de apoio disponíveis na cidade. O material entregue destacava as principais formas de violência contra a mulher, física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, com exemplos práticos para facilitar a identificação no cotidiano.
A orientação reforçava que, ao reconhecer mais de três tipos de violência vivenciados, a mulher deve procurar imediatamente a rede de apoio. O panfleto também reunia informações com contatos e endereços de serviços especializados em Vitória, como a Casa Rosa, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, a Defensoria Pública, dentre outros órgãos de proteção.
Além disso, foram reforçados os canais nacionais de denúncia e emergência, como o Disque 180, serviço gratuito e sigiloso, e o Disque 190, para situações de flagrante ou risco imediato.
Ir até as mulheres
Frequentadora da feira, a moradora Lilia Jane, a elogiou a iniciativa: "Esse é um trabalho que funciona, que certo e que ajuda as mulheres a reconhecerem o que é violência e onde buscar ajuda", enfatizou. O secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, reforçou a importância de levar esse tipo de ação para os espaços frequentados pela população:
"Levar informação para onde as pessoas estão é fundamental para garantir que nenhuma mulher se sinta sozinha. Nossa intenção é mostrar que existe uma rede preparada para acolher, proteger e orientar quem precisa. Estamos chegando a quase 600 dias sem feminicídio na capital, um marco histórico", afirmou.
A subsecretária da Mulher, Deborah Alves, destacou o valor educativo e protetor do diálogo direto: "Quando a mulher conhece seus direitos e sabe onde buscar ajuda, ela encontra força para romper ciclos de violência. Informação é uma forma de proteção e empoderamento", pontuou.
Rede de apoio
Por meio do Centro de Referência em Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), da Casa Rosa, do Botão Maria da Penha e de ações comunitárias e de qualificação profissional, a Prefeitura de Vitória vem consolidando políticas públicas voltadas à prevenção, ao atendimento e ao fortalecimento da autonomia feminina, contribuindo para o enfrentamento da violência e a prevenção do feminicídio. Conheça aqui a rede de atendimento à mulher que pode ajudar a mudar essa situação.