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Pesquisa do Procon Vitória registra variação de até 200% em itens de primeira necessidade

Publicada em | Atualizada em

Por Deyvison Longui (dlbatistaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


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Imagem divulgação
Supermercado

A pesquisa de preços dos itens de primeira necessidade realizada pelo Procon Vitória, neste mês de janeiro, teve como destaque a banana-prata, que apresentou diferença de 200,67% entre estabelecimentos, com valores que oscilaram de R$ 2,99 a R$ 8,99 para o quilo do produto. O dado reforça a importância da pesquisa prévia por parte do consumidor, especialmente na compra de itens de feira, que concentram as maiores oscilações.

Além da banana-prata, outros produtos registraram variações expressivas entre o menor e o maior preço encontrado no mesmo mês (janeiro).  A laranja-pera, por exemplo, teve variação de 167,22%, sendo comercializada entre R$ 2,99 e R$ 7,99 o quilo.

Destaques

- Ovos: Registrou queda de quase 30%  do preço (caiu de R$ 13,99 em dezembro para R$ 9,90 em janeiro).
- Arroz: Iniciou 2025 custando R$ 23,98, encerrou o ano a R$ 15,29 e, em janeiro de 2026, registrou novo recuo para R$ 14,99.
- Feijão: Apresentou variação negativa de 34%, caindo de R$ 6,99, no início de 2025, para R$ 4,59 em janeiro de 2026.

Veja aqui os dados da pesquisa realizada pela Procon Municipal de Vitória. 

Comparação anual

Na comparação anual, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o destaque de alta foi o mamão havaí, que teve aumento de 58,12%, subindo de R$ 4,99 para R$ 7,89. A maior queda foi registrada no preço da cenoura, que apresentou redução de 49,94%, passando de R$ 7,97 para R$ 3,99 o quilo.

Série histórica

A análise da série histórica consolidada de 2025, em comparação com o primeiro mês de 2026, aponta um movimento predominante de queda nos preços de itens essenciais. O ovo apresentou redução próxima de 30%, com o preço da cartela caindo de R$ 13,99, em dezembro, para R$ 9,90 em janeiro.

O arroz manteve trajetória de redução ao longo do período, iniciando 2025 a R$ 23,98, encerrando o ano a R$ 15,29 e chegando a R$ 14,99 em janeiro de 2026. O feijão também seguiu essa tendência, com queda de 34%, passando de R$ 6,99 para R$ 4,59.

Cenário positivo

De acordo com o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, os dados indicam um cenário positivo para o consumidor, mas exigem atenção contínua.

"A pesquisa mostra que os itens essenciais continuam mais acessíveis, preservando o poder de compra da população com o novo salário-mínimo. No entanto, as variações expressivas em frutas e verduras reforçam a importância de pesquisar preços e fazer escolhas conscientes no momento da compra", destacou.

O gerente do Procon de Vitória, Breno Panetto, reforça que a diferença de preços entre estabelecimentos pode representar economia significativa no orçamento familiar.

"Encontrar um mesmo produto com variação superior a 200% evidencia o quanto a pesquisa de preços é fundamental. O consumidor que se informa e compara consegue reduzir gastos e evitar impactos maiores no orçamento, especialmente em um período de alta volatilidade de itens sazonais", afirmou.

Comprometimento do salário-mínimo

Em janeiro de 2026, com o salário-mínimo de R$ 1.621,00, a Cesta de Itens de Primeira Necessidade, composta por 65 produtos, comprometeu 41,80% (R$ 677,58) da renda do trabalhador. Já a Cesta Básica, formada por 13 itens definidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938, representou 40,16% (R$ 650,96) do salário-mínimo.

Segundo o Procon Vitória, o resultado reflete a desaceleração da inflação observada em 2025, alinhada às metas do Banco Central, e sinaliza a manutenção do poder de compra para itens essenciais, como arroz e feijão, no início de 2026.